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Os antigos ritos maçónicos

✍️ Desconhecido 📅 22/05/2024 👁️ 5 Leituras

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Há pouco tempo, revimos o traçado de uma Prancha lida em Sess∴ da L∴ Professor Egas Moniz nº 18, nos idos de 2007 E∴ V∴ , revisão essa que se destinou a publicação no Boletim da nossa Academia Maçónica e que dizia respeito ao Rito Antigo e Primitivo de Mênfis, um dos chamados Ritos Egípcios.

Para além do interesse que o estudo deste Rito poderá despertar no intelecto de alguns dos nossos II∴ , certo é que o estudo de Ritos mais ou menos antigos, mais ou menos trabalhados pelo Mundo e nas várias PPot∴ MMaç∴ , sempre têm lugar no amplo plano do Conhecimento Maçónico e deve ser parte integrante da cultura de qualquer Iniciado nos nossos Mistérios. À semelhança de qualquer estrutura humana, o estado actual da Maçonaria decorre de tudo aquilo que, na antiguidade – mais ou menos próxima -, os nossos Antepassados criaram e desenvolveram.

Iremos, assim, dar início a uma introdução a cada um dos Ritos conhecidos em todo o Mundo e que ao nosso conhecimento chegaram – num total de 142 -, esperando despertar o interesse de todos no estudo e compreensão de cada um deles.

1 – ACADEMIA dos SÁBIOS: Formaram-se várias sociedades com o nome de Academias durante o séc. XVII e parece derivarem todas de uma Academia fundada em Londres por Elias Ashemol, influenciado que foi pelas doutrinas de Francis Bacon. As Instruções da Academia deviam dividir-se por Classes e/Grupos, mas não chegaram até aos dias de hoje, os número ou o nome dos Graus que a compunham. Sabe-se apenas que existiram Academias dos Sábios na Suécia, na Rússia, em Avignon e em outras cidades francesas.

2 – ACADEMIA dos VERDADEIROS MAÇONS: Constitui uma das principais fontes da Maçonaria Hermética e foi fundado em Montpellier no ano de 1778. Muitos seguidores dos principais sistemas que, à época, disputavam a supremacia maçónica como sendo os, de Zinnendorf, da Sociedade das Duas Águias, da Sociedade do Apocalipse, dos Iluminados do Zodíaco, dos Irmão Negros e dos Sacerdotes ou Eleitos Cohen. Propunha-se o ensino das Ciências Herméticas e compunha-se de seis Graus: Verdadeiros Maçon, Verdadeiro Maçon na Linha Recta, Cavaleiro da Chave de Ouro, Cavaleiro de Íris, Cavaleiro dos Argonautas e Cavaleiro do Tosão de Ouro.

3 – ADOPÇÃO: Teve origem em França no ano de 1714 e terá sido reconhecido pelo Grande Oriente de França num de dois anos, em 1730, ou em1814. É um Rito que aceita as Mulheres, se bem que cada Loja trabalhava um ritual muito próprio e encontrava-se dependente de uma Loja masculina. A chamada Maçonaria Andrógina, surge em varias épocas e em diversos lugares, como sendo o Rito de Adopção de Cagliostro e a do Rito Egipcio (v. Rito de Mênfis-Misraïn).

4 – ADONIRAMITA: O Rito Adoniramita ou Adonhiramita, foi criado em 1787 (há Autores que consideram a data de 1744 como a da criação do Rito pelo Barão de Tschoudy mas, consultada a documentação julgada crível, conclui-se que o Barão, em 1744, tinha apenas 14 anos de idade) e teorizado na obra de Guillëmain de Saint-Victor, “Recueil Précieux de la Maçonerie Adonhiramite”. Em 1740, existia uma corrente de Maçons que entendiam que a Maçonaria deveria basear a Lenda do último G∴ Simb∴ em Adoniram e não em Hiram. Inspira-se nos símbolos encontrados no Templo de Salomão. O seu nome deriva de “Adoniram “, que foi o Arquitecto de Hiram, construtor do Templo de Salomão. É composto por 13 Graus: Aprendiz, Companheiro, Mestre, Antigo Mestre, Eleito dos Nove, Eleito de Pérignan, Eleito dos Quinze, Pequeno Arquitecto, Grande Arquitecto, Mestre (ou Cavaleiro) Escocês, Cavaleiro do Oriente, Rosa-Cruz, Noaquita ou Cavaleiro Prussiano. O Rito teria, eventualmente, levado pela Côrte Portuguesa por alturas da sua transferência para o Rio de Janeiro, em consequência das Invasões Francesas, sendo, ainda hoje, um Rito muita trabalhado no Brasil. Em Portugal e desde 2010 E∴ V∴ , o Rito é regulado e administrado pelo Excelso Conselho da Maçonaria Adonhiramita para Portugal e é composto por 33 Graus, estruturados em 7 Classes (a primeira que corresponde à Maçonaria Simbólica – administrados os três GG∴ SSimb∴ pela G∴ L∴ L∴ P∴ /G∴ L∴ R∴ P∴ – e a Maçonaria Filosófica, que compreende as Classes seguintes (do Grau 4º ao 33º).

rito adonhiramita

5 – ALEXANDRINO: É um Rito que reúne os antigos mistérios do Egipto, adaptando-os à Maçonaria e nasceu na cidade de Alexandria. Será oriundo dos Mistérios da Índia e teve a cidade de Mênfis, como o seu principal centro das Iniciações. Os ritos egípcios que resultaram das invasões Persas e Gregas do Antigo Egipto (os de Alexandria e de Mênfis), foram transportados para a Europa e foram trabalhados em algumas cidades europeias, mas os Iniciados de Corinto depuraram-nos de todas as suas características, julgadas obscenas e trasladaram-nos para Roma, já regenerados. Apesar de ter sido difundido por todo o Império Romano, o culto de Ísis (próprio do Rito Alexandrino), não tinha o mesmo significado simbólico dos Mistérios dos tempos primitivos do Rito, professados e ensinados pelos Sacerdotes aos Iniciados.

6 – ALTA OBSERVÂNCIA: Rito dos Clérigos da Alta Observância. Surgiu em Viena e no ano de 1776, de dentro da Ordem da Estrita Observância, quando um grupo de obreiros dela se separou. Dois dos seus principais orientadores foram o Barão de Reven e o Pregador protestante Stark. Diziam-se possuidores dos únicos segredos dos Templários. O Rito possuía dez Graus, sendo que o décimo Grau, por sua vez, se subdividia em cinco Pontos, constituindo uma nova série hierárquica. Após alguns anos de trabalho fecundo, subdividiu-se em dois Ramos: Alta Observância, que passara a dedicar os seus estudos com vistas à Alquimia, à Magia e à Cabala, e a Exacta Observância, com base no jesuitísmo católico.

7 – AMERICANO: Foi fundado no ano de 1797, tendo como organizador e fundador principal o Ir Thomas Smith Webb. É justamente este I∴ , que deu a estrutura e doutrina filosófica com os seus respectivos procedimentos gerais, ao sistema maçónico que pode ser identificado pelo nome de “Rito Americano” ou “Rito de York”. É o mesmo que o Rito Inglês ou de York e do Arco Real e o seu Ritual descende directamente do velho Ritual da Grande Loja dos Antigos (a de 1751), portanto, mais antigo do que os rituais ingleses actuais, todos posteriores à União de 1813 e, subdivide-se em classes por todo o território dos Estados Unidos por três Grandes Classes ou Agrupamentos: Maçonaria Manual ou Instrumental (The Craft ou, Provationary Degrees of Craft-Masonry), constituída pelos três GG∴ SSimb∴ , Maçonaria Científica, constituída pelo Graus do Arco-Real) e Filosófica ou Templária (Graus governados pelas Grandes Comendadorias de cada Estado) e que compreendem os Graus de, Cavaleiros de Malta, Cavaleiros do Templo, Cavaleiros da Cruz Vermelha, Cavaleiros do Santo Sepulcro, Cavaleiros da Divisa Cristã, Cavaleiros da Santa Três Vezes Ilustre Ordem da Cruz, Cavaleiros da Rosa Celeste e Cavaleiros Guardiães do Conclave. Actualmente, a estrutura do Rito nos Estados Unidos divide-se em: Mestre da Marca, Virtual Past-Master, Most Excellent Master e Arco Real, ao que se seguem os Graus Crípticos de, Mestre Real, Mestre Selecto e Mestre Super Excelente, terminando a hierarquia com os Graus de Cavalaria de, Cavaleiro da Cruz Vermelha, Cavaleiro de Malta e Cavaleiro Templário. É um Rito muito práctico (daí ser também chamado de Work de York ou, numa manifestação de maior carinho, o Yorkie) e talvez, juntamente com o York Inglês, seja o trabalhado pelo maior número de OObr∴ em todo o Mundo.

8 – AMIZADE DE BERLIM: Rito da Grande Loja Real York da Amizade de Berlim. Constituía um aperfeiçoamento da versão simplificada do antigo Rito adoptado pela Grande Loja Real e era composto por dez Graus. Foi criado por Johann Gottlieb Fiochte e por Ignaz Aurelius Fessler.

9 – ANDRÓGINO: não é o mesmo que a Maçonaria de Adopção, em que as Lojas dependiam de uma Loja-Mãe masculina mas sim um Rito misto de Homens e Mulheres, mas trabalhado em Lojas próprias e independentes e que adopta os Principios Universais da Maçonaria e não aqueles que presidiam aos ttrab∴ do Rito de Adopção.

10 – ANEL LUMINOSO: Rito da Academia dos Sublimes Mestres do Anel Luminoso ou dos Negociantes. Fundado em França no ano de 1780 pelo I∴ Grant, Barão de Baerflindy, membro da Loja do Contrato Social e Grande Oficial, Mestre de Campo do Exército Escocês, tem por objectivo, o renascimento da Escola Pitagórica e dividia-se em três classes, subdividindo-se cada uma delas em vários graus, com uma só palavra sagrada e vários Toques e Sinais. Este nome é ainda um título de um Grau da Maçonaria Pitagórica e era adicionado aos Sublimes Mestres do Grau 12º do Rito Escocês Filosófico.

11 – ANÓNIMOS ou dos LXXII: O Rito dos Anónimos ou dos Setenta e Dois, foi formado por setenta e dois obreiros, saídos de uma Loja Maçónica Cabalística (24 Aprendizes, 24 Companheiros e 24 Mestres); dedicavam-se ao estudo das ciências ocultas e à prática da beneficência. A sua sede era na Alemanha, mas o Grão-Mestre denominado Tajo, residia em Espanha.

12 – ANTIGOS MAÇONS LIVRES E ACEITES da INGLATERRA: Este Rito, surgido em Inglaterra no dia 24 de Junho de 1717, durante uma Festa de São João Baptista, disseminou-se por toda a Grã-Bretanha, América, Alemanha e Suíça. Marcou a época moderna da Maçonaria. É composto por sete Graus, divididos em duas classes: Maçonaria de São João – Aprendiz, Companheiro e Mestre – e Maçonaria do Arco Real: Mestre de Marca, Mestre Antigo e muito Excelente Maçon do Arco Real.

13 – ANTIGO REFORMADO: Constitui uma variação do Rito Moderno ou Francês, adaptado à índole e personalidade dos povos da Bélgica e da Holanda.

14 – ANTIGO REFORMADO (2): Rito da Nobre Ordem dos Cavaleiros de Santa Cruz, fundada no Rio de Janeiro, no dia 2 de julho de 1822, com características Maçónicas, mas com um objectivo político, dirigido à independência do Reino do Reino de Portugal. Possuía vários graus, sendo os mais elevados os de, Archote-Rei, ocupado pelo Príncipe D. Pedro de Portugal, e o de Lugar-tenente, ocupado pelo seu criador, José Bonifácio de Andrade e Silva. A Ordem reuniu-se numa sala do Quartel General do Comando das Armas, na rua da Guarda-Velha (hoje sede do Liceu de Artes e Ofícios). Ao Apostolado, pertenciam as principais figuras políticas da Independência, muitas já pertencentes à Maçonaria e em especial à Loja Comércio e Artes do Rio de Janeiro.

15 – ASTROLÓGICO: ou do Zodíaco Maçónico. Este Rito apresenta-se com três nomes, a saber: Astrológico, Zoroástrico e dos Eones. Trata-se de algo científico e inspirado na figura de Zoroastro e na sua doutrina. É reconhecido como o Rito das Emanacões ou Inteligências Eternas. Compunha-se de 12 Graus, correspondentes aos 12 Signos do Zodíaco. Raramente foi trabalhado.

16 – AZUL: O Rito Azul ou Simbólico, é composto, exclusivamente, pelos três primeiros Graus universais e fundamentais da Ordem: Aprendiz, Companheiro e Mestre. Em todos os Ritos em que existirem estes três graus fundamentais, os mesmos são chamados de Rito Azul ou Simbólico.

17 – BENEDITO CHASTANIER: Também conhecido pelo nome de Rito dos Iluminados Teósofos, fundado em Londres no ano de 1767. A preocupacão de Chastanier era a propagação sigilosa da Teosofia Cristã. Inspirado no sistema de Swedenborg e Pernety, criou o Rito composto por seis graus: Aprendiz, Companheiro, Mestre-teósofo, Escocês sublime da Jerusalém Celeste, Irmão Azul e Irmão Vermelho.

18 – BERNA (Rituais de): Estes Rituais foram publicados em 1918 por Karl. J. Lüthi-Tschanz num artigo intitulado, “Die Freimaurerei im Freistaat Bern», onde transcrevia um Manuscrito dos anos 1740/1744 o qual e apesar de não ter sido muito estudado ou mesmo, notado pelos principais Autores maçónicos, constitui, talvez, o Ritual manuscrito mais antigo em língua francesa. O Manuscrito chegou até nós apenas com os rituais de Aprendiz e de Companheiro, parecendo faltar o de Mestre (pois a menção do Mestre, aparece na redacção do Manuscrito, como Grau e não apenas como Função). “Todo o homem que se propõe a entrar na Real Ordem da Maçonaria deve lembrar-se de que a paz, a união e a caridade são os principais deveres para com seus irmãos, que o firme apego à lei do Evangelho e a observância escrupulosa dos preceitos do cristianismo são suas obrigações essenciais para com Deus. e, finalmente, que a Justiça, a Probidade e a Verdade devem ser as Suas Regras como um homem honesto”(Regra 6 do Princípios Gerais). No que diz respeito aos escrúpulos que muitos conceberam sobre as censuras eclesiásticas, que se alega serem dirigidas contra nós, este objeto não deve ser perturbado quando se deseja refletir sobre ele, sem querer fugir à obediência da Santa Sé, é permitido saber até onde vai o seu poder sobre tudo, quando se extrai a regra do seu juízo dos Santos Cânones. que são toda a autoridade do Sumo Pontífice; Agora aprendemos com esses Cânones que uma Excomunhão só pode ser válida na medida em que tenha sido levada ao Reconhecimento da Causa, desde que o Mal não se suponha a si mesmo, tendo certeza como Nós Somos que o Papa não acreditou que foi informado do que está acontecendo entre Nós, Já estamos de acordo que A excomunhão é nula por força de lei, uma vez que lhe faltaram os meios necessários para fundá-la, mas supondo que sob o título de censura condicional possa ter alguma força, nossa consciência, neste caso, é nosso verdadeiro refúgio, e como ela não nos censura com nada, devemos estar perfeitamente à vontade com ela.” (Regra 3, a ser lida única e exclusivamente aos II∴ que professam a religião Católica). “É espantoso que na Sociedade dos Maçons pessoas de diferentes religiões sejam admitidas sem distinção, deve-se observar 1. que só poderiam ser recebidos ali aqueles que levam o nome de cristãos, e que se há infiéis, como judeus, turcos ou outros, eles entraram por abuso, por falta de serem bem conhecidos. 2. No que diz respeito a esta mistura de cristãos que têm uma diferença de crença, há uma razão política, que será desenvolvida a seguir, pois no presente basta dizer, que àqueles que reconhecem o mesmo Criador, e que estão em controvérsia apenas sobre alguns pontos da doutrina, mais ou menos bem compreendidos, podem além disso, pensar corretamente, e concordar com os pontos essenciais que nos unem, é outro enigma, que só pode ser explicado com os Tems; De resto, o Orgulho e a Honra encontram-se em todas as Seitas e, da mesma forma, deveríamos perdoar os hebreus e os maometanos, se não tivéssemos Motivos independentes deste Objeto que nos obrigassem a excluí-los.” (idem Regra 4).

O Rito/Ritual é, assim, exclusivamente cristão e tinha por objectivo o aperfeiçoamento individual dos OObr∴ , no estrito cumprimento da Lei Prof∴ e obediência ao Príncipe e no escrupuloso cumprimento dos ensinamentos e regras mmaç∴

19 – BOUILLON: Rito do Grande Oriente de Bouillon. Foi fundado pelo Duque de Bouillon, na cidade do mesmo nome, na Holanda. O Rito irradiou pelo território francês e nele trabalharam as mais altas personalidades, ainda que tenha tido uma duração algo curta e tendo desaparecido em 1774. Os trabalhos tinham uma inspiração “escocesa”.

20 – BRASILEIRO : O Rito Brasileiro foi criado por Lauro Sodré em parceria com Eugénio Pinto e Ticiano Corregio Daemon; o projecto foi apresentado no Conselho Geral da Ordem do Grande Oriente do Brasil, reunido a 21 de dezembro de 1914, tendo sido aprovado, mas posto em prática através do Decreto número 536, de 17 de Outubro de 1916. Divide-se en três partes: Simbólica, Grandes Capítulos e Supremo Conclave. Os Altos Graus dividem-se em cinco ordens: Cavaleiro do Rito, Paladino do Dever, Apóstolo do Templo, Defensor do Bem Público e Servidor da Ordem da Pátria. A sua inspiração provém do Rito York Americano. Posteriormente, foi alterado para trinta e três graus, para aproximá-lo do escocismo. Foi adoptado por algumas Lojas, mas ainda se encontra em fase de estudo/aperfeiçoamento, pois não agradou à totalidade dos Maçons Brasileiros.

21 – CABALÍSTICO: Abrange uma série de outros Ritos cujos fundamentos, residem na Alquimia, hoje podendo ser chamada de “Transpsicologia”, na magia, na Cabala, enfim, nas ciências do Mistério… como existem nos Ritos de Schroeder, Schrepfer, Martinez Pascually, Irmãos Negros, Iluminados do Zodíaco e outros. Era composto por 9 Graus: Aprendiz, Companheiro, Mestre, O Espelho de Zoroastro, Teósofo ou Mestre Cabalístico, Sacerdore Teósofo, Cavaleiro das Pirâmides, Gimnosofista e Bardo.

22 – CAGLIOSTRO: O Rito Egípcio de Adopção de Cagliostro, criado por José Balsamo, o Conde de Gagliostro, Iniciado Maçon em Londres e tendo uma forte inclinação para a mística e a magia, criou o Rito Egípcio e levantou CColl∴ da sua primeira L∴ de Adopção, em 1779 na Curlândia. Dado o seu êxito inicial, ilustres Damas bateram à Porta da sua Loja, a fim de serem iniciadas. Mas, repentinamente, Cagliostro tem de se mudar para Estrasburgo e dali para Varsóvia, onde, em 1780, reabriu a sua Loja e entregando-se a aventuras. Fugindo novamente, instalou em 1782, em Lyon, a sua terceira tentativa, dando a esta sua Loja o nome distintivo de “Sabedoria Triunfante”. Durante quatro anos saboreia o êxito estrondoso desta sua iniciativa, chegando mesmo a fundar uma Grande Loja (de notar que, seguindo a mais ancestral Tradição Maç∴ , uma Grande Loja é uma federação de LL∴ que trabalham o mesmo Rito, ao passo que um Grande Oriente, é uma federação de LL∴ que trabalham vários Rituais). Não obstante a sensação e o êxito que as suas iniciativas místicas experimentaram, Cagliostro tem, novamente, de fugir, mas vem a cair nas mãos da Inquisição e, após o julgamento e condenação pelo Tribunal da Santa Inquisição, é encarcerado e morre na prisão de Sant’Ângelo, em Roma, no ano de 1795.

23 – ANTIGO CAPÍTULO DOS CAVALEIROS do TOSÃO DE OURO: Possivelmente formado pelos antigos membros da Academia dos Verdadeiros Maçons e compreendia 5 Graus a saber, Verdadeiro Maçon, Verdadeiro Maçon na Via Recta, Cavaleiro da Chave de Ouro, Cavaleiros de Íris e Cavaleiro dos Argonautas.

24 – CAPÍTULO METROPOLITANO de FRANÇA. Em 24 de Maio de 1785, em Paris, foi assinada uma Concordata em consequência da qual, o Grande Capítulo Geral de França e o Grande Capítulo Rosa-Cruz de França, uniram-se como um só corpo, sob a denominação, Capítulo Metropolitano. Reclassificaram-se os Altos Graus, ordenando-os e distribuindo-os em 9 séries de nove Graus cada uma, num total de 81.

25 – CAPÍTULO METROPOLITANO dos CAVALEIROS e DAMAS ESCOCESAS de FRANÇA HOSPÍCIO de PARIS, COLINA DO MONTE TABOR: Maç∴ Andrógina ou de Adopção, criado em 1810 no seio da Loja Monte Tabor de Paris. Era composto por 7 Graus, divididos em dois grupos de Pequenos e Grandes Mistérios.. O primeiro grupo compreendia os três GG∴ SSimb∴ e os do Rito Escocês Filosófico (Noviça Escocesa do Monte Tabor, Noviça Mitológica , Noviça Maçona, Companheira Bíblica e Companheira Discreta), trabalhados naquela Loja. O segundo grupo abrangia os Graus sublimes (Mestra Histórica, Mestra Moralista e Grande Mestra Filósofa), que formavam o Capítulo da Perfeição.

26 – CAPÍTULO PRIMORDIAL de ROSA-CRUZ JACOBITA DE ARRAS: Fundado em 1747 na cidade francesa de Arras, pelo pretendente ao Trono de Inglaterra, Carlos Stuart, como agradecimento aos Maçons daquela localidade pela ajuda prestada, este Rito constitui o primeiro centro de administração de altos graus criados pelos partidários da causa de Carlos Stuart. Tinha um total de 12 Graus, constantes de dois grupos fundamentais: Aprendiz, Companheiro Mestre (Graus Fundamentais ou Simbólicos), Templário, Mestre Irlandês, Perfeito Mestre Irlandês, Muito Alto Mestre Irlandês, Mestre Escocês, Mestre Secreto e Mestre Perfeito (Graus Primitivos ou Políticos), Escocês Noviço, Cavaleiro da Águia e do Pelicano (Rosa Cruz Jacobita) e o Banquete (representativo do cordeiro pascal), que constituíam o último grupo denominado Reformistas de Ramsay).

27 – CAPÍTULOS IRLANDESES: O Rito dos Capítulos Irlandeses foi instalado em Paris no ano de 1730, pelo Grande Capítulo de Dublin e dividia-se em Colégios. Desapareceram com o aparecimento dos Capítulos Escoceses.

28 – CAVALEIRESCO: Tem origem nos feitos medievais das cavalarias, inglesa e alemã e, posteriormente, da norte-americana. Não se trata de um Rito “oficial” mas admitido e praticado pelas Grandes Lojas e no seio do Rito Americano. Compreende várias instituicões, como Cavaleiro, de Alcântara, Calatrava, Cristo, Malta, Santo Estêvão, São Lázaro, São Miguel, Espírito Santo, Santo Sepulcro, do Templo, do Zodíaco, da Cruz Vermelha, da Estrela, da Mão de Cristo, da Ordem Teutónica, da Redenção, da Virgem, da Águia Negra, Noaquita, etc.

29 – CAVALEIROS DA ORDEM: Este Rito surgiu na última década do século XVIII, desconhecendo-se o nome do seu fundador e maiores informações, sabendo-se, todavia, que se compunha dos seguintes Graus e Cargos: Príncipe da Ordem, Ilustre Grão-Mestre da Ordem e Sublime Grão-Mestre da Ordem Geral dos Templários. O seu fundamento era a mística dos Templários.

30 – CAVALEIROS DO ORIENTE: Rito do Soberano Conselho dos Cavaleiros do Oriente. foi um ramo dissidente do Soberano Conselho dos Imperadores do Oriente e do Ocidente, presidido pelo Alfaiate Pirlet e foi fundado em Paris, no ano de 1762. A sua doutrina remontava às origens maçónicas e egípcias primitivas e ao regresso do povo israelita do cativeiro, juntamente com alguns preceitos do Cristianismo. Opunha-se ao sistema templário do Soberano Conselho dos Imperadores e elegeu como seu rival, o Rito de Héredom, tendo mesmo siso emitida uma Circular em 1766, exortando todos os Maçons franceses a negarem o reconhecimento da filiação que pretendia estabelecer entre eles e os Cavaleiros Templários, proscrevendo da sua própria autoridade, “todos o graus que tivesse a menor relação, directa ou indirecta, com esse sistema”. Deve-se ao Barão de Tschoudy a redacção dos seus quinze Graus: Aprendiz, Companheiro, Mestre, Mestre Secreto, Mestre Perfeito, Secretário Íntimo, Intendente dos Edifícios, Preboste e Juiz, Mestre Eleito dos Nove, Mestre Eleito dos Quinze, Eleito Ilustre, Chefe das Doze Tribos, Grande Mestre Arquitecto, Cavaleiro do Arco Real, Grande Eleito Antigo Mestre Perfeito e Cavaleiro da Espada ou do Oriente.

31 – CAVALEIROS E DAMAS ESCOCESAS: Rito do Capítulo Metropolitano dos Cavaleiros e Damas Escocesas de Franca, do Hospício de Paris e Colina do Monte Tabor. Com este nome pomposo, constituiu-se em 1810, um Rito Andrógino ou de Adopção. O criador e Venerável-Mestre da Loja Monte Tabor de Paris, foi o I∴ Mangourit, que criou uma estrutura de sete Graus, divididos em dois grupos de pequenos e grandes mistérios.

32 – CELESTE IMPÉRIO: Rito Otomano, pratica-se na Turquia e compõe-se apenas de três Graus (com SSin∴ , TToq∴ e PPal∴ iguais aos constantes dos Rituais SSimb∴ actual e internacionalmente trabalhados), mas presta homenagem ao Mártir Ali, morto sob a acusação de ter introduzido a Maç∴ no Império Otomano.

33 – CLERICAL ou CABALÍSTICO: É um Rito filosófico-clerical e ultra jesuítico, baseado na Cabala Judaica e na Alquimia, abrangendo ainda a Teosofia Bíblica. O seu fundador foi o judeu Martinez Pascually, português de nascimento, chefe da seita dos Martinistas, fundada em 1754, e criador da escola dos cabalistas denominados de Cohens (sacerdotes). É também denominado Rito dos Eleitos Cohens ou Sacerdotes. O Rito estendia-se por 9 Graus, divididos em duas classes: Primeira (A∴ C∴ , M∴ , Grande Eleito e A∴ Cohen), Segunda (C∴ Cohen, M∴ Cohen, Grande Arquitecto e Cav∴ Comendador ). O seu objectivo era reformar o Indivíduo através da sua regeneração mística ou espiritual.

34 – CLÉRIGOS da ALTA OBSERVÂNCIA: No ano de 1767, em Viena, observou-se uma cisão entre alguns dos principais membros da Estrita Observância e foi constituída uma nova sociedade sob a denominação, Lata Observância. O Rito te origem nas doutrinas de Zinnendorf e compunha-se dos seguintes Graus: Aprendiz, Companheiro, Mestre, Irmão Africano, Cavaleiro de Santo André, Cavaleiro da Águia ou Mestre Eleito, Mestre Escocês, Soberano Mago, Mestre Provincial da Cruz Vermelha e Mago Cavaleiro da Claridade e da Luz.

35 – CLERMONT: Rito do Capítulo de Clermont. O Rito foi formado na cidade de Paris pelo Cavaleiro de Bonneville no ano de 1754, baseado na Ordem do Templo de Ramsay – de que era, aliás, uma continuação – e surgiu como um movimento de reacção contra a distribuição indiscriminada de altos graus maçónicos em França, que desprestigiava a Maçonaria e dava margem a negociatas escandalosas da venda de graus maçónicos a Profanos. O Capítulo de Clermont compunha-se dos três Graus Simbólicos, acrescidos de três Graus superiores a saber, Cavaleiro da Águia ou Mestre Eleito, Cavaleiro Ilustre ou Templário e Sublime e Ilustre Cavaleiro. Mas foi-se ampliando de tal forma que, eliminando-se as ligações jacobinas e jesuíticas num Capítulo e no Conselho dos Imperadores do Oriente e do Ocidente, tiveram de ser agrupados sob o título de graus escoceses e vieram a ser hoje, o REAA.

36 – CRATA REPOA: ou Iniciação dos Sacerdotes, ou ainda, Rito Egípcio, foi um Rito criado na Alemanha em 1767, por vários II∴ de Berlim e da Silésia, que se tinha separado da Estrita Observância e baseava-se na história dos antigos Mistérios da Maçonaria. Compunha-se de sete Grupos, Pastóphuros, Neocoris, Melanophoris, Christophoris, Balahata, Astrónomo da Porta de Deus, Profeta ou Sephenath Pancah.

37 – CRISTÃO: Diz respeito à Maçonaria denominada de Cristã e denomina-se ainda como o Rito da Ordem de São Joaquim. Foi criado em Leutmeris (Boémia) em 1756, admitindo-se apenas no seu quadro, os nobres de pura estirpe e cristãos, sendo a Cerimónia de Iniciação realizada dentro de um Templo Católico e com grande aparato.

38 – DINAMARQUÊS: O Rito da Estrita Observância sob a influencia dos Jesuítas, penetrou em quase todas las Lojas Maçónicas, incluindo na Grande Loja da Dinamarca, instalada em 1708. Em reacção e pouco tempo depois, é instituído o Rito Dinamarquês que tinha cinco Graus. Em 1855, a Grande Loja da Dinamarca, passou a adoptar o Rito Sueco.

39 – ECLÉTICO: Criado em 1783 por um grupo de maçons alemães que decidiu acabar com a confusão nas Lojas, criada com o sistema jesuítico do Rito da Estrita Observância, dando plena liberdade a todas as Lojas de escolherem o que melhor lhes aprouvesse. Surge, assim, o Rito Eclético, que conservava apenas os três primeiros Graus Simbólicos, dava liberdade a todas as Lojas para estudarem todos os Ritos MMaç∴ e escolherem aquele que mais se identificava com as aspirações dos seus OObr∴

40 – ECLÉTICO LUSITANO: ou Maçonaria Eclectico-Lusitana. Criado pelo Dr. Miguel António Dias em 1853 (com a publicação da Constituição Novíssima do Rito Lusitano ou da Maçonaria Eclectica, tendo os seus rituais sido publicados em 1857). Baseava-se no Rito Francês e Escocês Antigo e Aceite, acrescentando-lhe aos GG∴ SSimb∴ – aceites por todos e aos quais correspondia, a Beneficência, o Trabalho e o Génio, respectivamente -, mais 4 Graus Filosóficos: o de Rosa-Cruz, o de Cavaleiro Kadosh (Maçonaria Mística e Templária e aos que correspondia, a Fraternidade e a Igualdade) e mais dois superiores de cariz especificamente português, Pequeno Eleito e Grande Eleito (aos quais correspondiam a Liberdade e a Unidade). O Rito é, ainda hoje, trabalhado no Brasil nomeadamente, no Sul.

41 – ELEITOS DA VERDADE: Surge do seio da Loja da Perfeita União de Rennes em 1778, espahandose por todo o território de França. Composto por 14 Graus, pretendia depurar do Rito da Estrita Observância, a influencia dos Jesuítas. O seu criador foi o I∴ Mangourt. Um capítulo Superior jurisdicionava as inúmeras Lojas dispersas por França.

42 – EMULAÇÃO: O Rito de Emulação é o resultado da experiência ritual de múltiplas fontes. Representa a “pacificação” entre a antiga e a nova Maçonaria, e pertence a todos os Irmãos que o adotaram como instrumento de regularidade iniciática e espiritual. Joseph De Maistre, um dos Maçons mais notáveis, que viveu entre o final do séc. XVIII e o início do séc. XIX, afirmava: “Tudo revela que a Maçonaria vulgar seja um desvio, talvez corrompido, de um antigo e respeitável tronco”. No final do séc. XVII, existiam em Londres muitas Lojas nas quais predominava o elemento operativo, e outras nas quais predominava o elemento especulativo. Apesar disso, todas elas eram consideradas no mesmo plano de igualdade, como o prova a expressão “Free and Accepted Mason”. Em 1717 quatro destas Lojas decidiram eleger um Grão-Mestre, Antony Sayer, criando assim uma Grande Loja de caráter permanente, inovação que, na época, pareceu ilícita a muitos Irmãos, pois tal prática não era da tradição maçónica. Três destas quatro Lojas eram formadas, na sua maioria, por membros operativos. Só uma destas Lojas, à qual pertenciam Desaguliers, Payne e Anderson, tinha uma maioria especulativa e rapidamente assumiu a liderança e a direção da nova Grande Loja. Deve ser lembrada também a existência, na Escócia e na Irlanda, de antigas Lojas maçónicas cuja transformação – de Operativas para Especulativas –, ocorreu em paralelo com a da Loja de Anderson em Londres, O Ganso e a Grelha, e das quais derivam, directa ou indirectamente, todas as Lojas do Mundo. O desvio de que falava De Maistre, foi retomado por René Guénon, que afirmou o seguinte: “Discute-se, com frequência, sobre a Maçonaria Moderna, sem levar em consideração que ela é, simplesmente, o resultado de um desvio da Maçonaria Tradicional”. E que desvio é este, seja ele real ou presumido? Segundo De Maistre este desvio reside no abandono da matriz cristã-católica da antiga Maçonaria operativa. Chamar o Ritual de Emulação de Rito é um erro, pois o Rito a que os praticantes do Ritual de Emulação pertencem é o Rito Inglês Moderno (também chamado de Craft). Da mesma forma que o Ritual de Emulação, pertencem a esse mesmo Rito outros rituais “irmãos” tais como o Stanford, Bristol, Stability, Taylor’s. Em relação a outros rituais, em especial ao praticado no Rito Escocês Antigo e Aceite, o Ritual de Emulação pode ser resumido como espartano ou seja, as Lojas têm menos adereços especiais, os procedimentos são mais objectivos, as cerimónias são mais simples. A Loja está situada num plano só. Não existe balaustrada. As colunas “J” e “B” estão situadas fora do Templo. O nome da mesa do Venerável Mestre (Mestre da Loja) e dos Vigilantes é Pedestal e é de forma quadrangular, muito simples e pequena (Publicado em freemason.pt) sem aquela série de símbolos e papeis que existem em outros Ritos. Existe três castiçais, também chamados também de tocheiros de mais ou menos 1,20 m de altura, colocados á direita do pedestal do Venerável e dos Vigilantes onde no seu topo é acesa uma vela própria. A porta do templo é lateral localizada no canto noroeste da Loja. Mas, por outro lado, dá-se muita importância para a exatidão das posturas, das falas e dos Sinais. Exige-se que todas as falas sejam feitas de cor e bem encenadas, o que confere um ar de elegância e dignidade especial às cerimónias. Em relação ao Rito de York (o americano), ressaltam grandes diferenças na indumentária e na disposição do mobiliário da Loja: no York, o Mestre sempre usa chapéu (tipo Bonaparte), o avental não tem os círculos ou taus de distinção de grau. O cargo de Mestre de Cerimónias, chama-se Marechal, e não existe a figura do Guarda Interno. O Livro da Lei Sagrada fica aberto numa mesa triangular, localizada no centro da sala, rodeada por 3 candelabros, no lugar onde o Ritual de Emulação recomenda a colocação da Tábua de Delinear (Painel ou Quadro de Loja). O ritual deverá ser decorado ou memorizado. Não poderá ser lido em Loja. O Paster Master Imediato poderá permanecer com o Ritual aberto para “dar o ponto” e dar uma ajuda para algum esquecimento. O Ritual do Rito de York, nos graus simbólicos (os três primeiros), é muito diferente dos rituais ingleses actuais (em especial do Ritual de Emulação), pois foi criado a partir do Ritual praticado pela extinta Grande Loja dos “Antigos”, e sofreu muitas alterações desde então. E enquanto o Rito Inglês é eclético, o Rito de York exige que o candidato seja cristão, para que possa atingir os mais altos graus. Quando falamos de Ritual de Emulação, estamos falando na verdade de três rituais: o Ritual para o grau de Aprendiz, o Ritual para o grau de Companheiro e o Ritual para grau de Mestre. Depois de atingir o grau de Mestre numa loja do Ritual de Emulação, o Mestre Maçom pode escolher qualquer Rito para seguir.

Rito de Emulação

43 – ENOCH: Rito do Irmão Enoch. Tratava-se de uma mistura de ideologias místicas, doutrinas filosóficas e política monárquica. Era composto por quatro Graus a saber, Peão ou Aprendiz (Amizade e Beneficência), Obreiro (Fidelidade ao Soberano), Mestre (Submissão ao Ser Supremo) e Arquitecto (Perfeição nas Virtudes).

44 – ESCOCÊS: A Grande Loja da Escócia sempre propalara que nenhum Rito que tinha o nome de Escocês tivera origem naquele país. Em 1836, para dirimir qualquer dúvida, a Grande Loja da Escócia proclamou que trabalhava apenas os três Graus SSimb∴ : Aprendiz, Companheiro e Mestre, denominados Maçonaria de São João.

45 – ESCOCÊS ANTIGO E ACEITE: Este Rito encontra a sua origem no Rito da Perfeição ou de Héredom, que abrange vinte e cinco Graus. Foi criado em Paris no ano de 1758 no Conselho dos Imperadores do Oriente e do Ocidente. Em 1761, o mesmo Conselho outorgou uma Patente a Estevão Morin, para que este estabelecer a perfeita e sublime Maçonaria em todas as partes do Mundo, constituindo-o Grande Inspector do Rito de Perfeição; esta Patente está assinada por Chaillon de Joinville, Príncipe de Rohan, Brest-de-la Chaussée, Conde de Choiseul e por outros membros do Conselho dos Imperadores. Em 31 de Maio de 1801, foi fundado o primeiro Conselho da Nova Maçonaria, na cidade americana de Charleston (Carolina do Norte), tendo aí sido plenamente adoptadas as Grandes Constituições de 1786 e os 33 Graus por elas estabelecidos; é, então, criado o primeiro Supremo Conselho dos Grandes Inspectores Gerais. No ano seguinte – 1802 -, surge como correspondente na Ilha de São Domingos, o Supremo Conselho de São Domingos, criado pelo Conde Grasse-Tilly, o qual recebera autorização de Charleston. Regressando o Conde Grasse-Tilly a Franca, propagou o novo Rito introduzindo-o em Paris na Loja Escocesa de Santo Alexandre, quartel-general das suas operações Maçónicas. Foram, então, elevados ao Grau 33 inúmeros Irmãos, formando-se, assim, o Supremo Conselho Provincial, e em 12 de Outubro de 1804, organizou-se o Grande Consistório, formando uma Grande Loja em Paris, que recebeu o nombre de Grande Loja Escocesa de França do Rito Antigo y Aceite . Foi aclamado Grão-Mestre o Príncipe Luiz Napoleão. Desse trabalho começaram a surgir los demais Supremos Conselhos em cada país que os quisesse aceitar. Hoje, el Rito encontra-se universalmente consagrado e será o segundo que conta mais membros em todo o Mundo.

Rito Escocês Antigo e Aceite REAA

46 – ESCOCÊS FILOSÓFICO: Trata-se de uma imitação do Rito Hermético de Montpellier e surge em 1776 pelas mãos de Boileau, médico em Paris e partidário de Pernety. Inspirou-se no Rito Rosa Cruz de Ouro Alemão. Compunha-se de 16 Graus, incluindo os três primeiros GG∴ SSimb∴

47 – ESCOCÊS FILOSÓFICO da LOJA-MATER ESCOCESA de FRANCA: Rito cujo longo título foi resumido para Rito Nacional, surgiu dentro da Loja São Lázaro, como reacção às imposicões do Rito da Estrita Observância. A sua tendência era a da Rosa Cruz de Ouro Alemão.

48 – ESCOCÊS FILOSÓFICO da LOJA-MATER ESCOCESA de MARSELHA: A Loja Mater-Escocesa de Marselha foi criada em 1751 pelos Mestres Escoceses, entretanto reconhecidos (1755) pela Grande Loja de França, e trabalhava o seu próprio Ritual, composto por 18 Graus herméticos, que não pertenciam ao que veio a ser o Rito Escocês, mas cuja nomenclatura veio, mais tarde, a ser incorporada no Rito de Mênfis de 96 GG∴ . Esta verdadeira G∴ L∴ , consagrou várias LL∴ que trabalhavam este Rito.

49 – ESCOCÊS PRIMITIVO: Abrange três Ritos: o Rito Escocês Primitivo de vinte e cinco Graus criado em Paris, en 1758, no seio do Soberano Conselho dos Imperadores do Oriente e do Ocidente; o Rito Escocês Primitivo de dez Graus, fundado em Narbonne em 1769 e o Rito Escocês Primitivo de Namur de trinta e três Graus. Teve breve duração, tendo desaparecido sem deixar rasto.

50 – ESCOCÊS RECTIFICADO: Em 1782, e após o resultado infrutífero que resultara dos Congressos Brunswich (1775) e de Wolfenbuttel (1778), o Duque Ferdinand Von Brunwich reúne em Wilhemsbad, na Alemanha, um outro Congresso (Convento) dos Maçons europeus, com a finalidade de as Lojas abandonarem os múltiplos e confusos Ritos e retornarem à pureza e simplicidade da verdadeira Maçonaria. Conseguiu presidir a trinta e oito sessões sem lograr obter um resultado positivo e final. Porém conseguiu a aprovação de todos em como se deveria abandonar o sistema Templário. Assistiu-se a uma reforma geral dos sistemas dos Altos Graus, repelindo definitivamente o Rito da Estrita Observância e a respectiva direcção pelos seus Superiores Desconhecidos. O novo Rito tomou o nome de Rito Escocês Rectificado, reduzindo-se inicialmente os Graus a nove: Aprendiz, Companheiro, Mestre, Mestre Escocês e Mestre de Santo André, Escudeiro-Noviço e Cavaleiro Benfeitor da Cidade Santa, Cavaleiro Professo e Cavaleiro Grande-Professo. Posteriormente e pela mão de Jean-Baptiste Willermoz, foram eliminados os Graus/Títulos de Cavaleiro Professo e Grande-Professo (de vocação estritamente sacerdotal) acabando e já na época do Grande Priorado das Gálias, por reunir num só Grau, os de Mestre escocês e de Mestre de Santo André, o Grau de Mestre Escocês de Santo André estruturando-se assim o Rito/Regime em seis Graus. O objectivo principal deste Rito é o retorno às origens templárias do Escocismo e o ensinamento iniciático teórico pedagógico, fundamentado na doutrina cristã tradicional (Yeshua), conforme a Cabala Cristã da Idade Média, e o Rito de Perfeição de Herédom, o qual incentiva a reintegração da Alma humana – imagem de Deus -, ao sentido original, a reencontrar essa semelhança original com o Criador. É considerado um Rito de conteúdo esotérico e filosófico, ligado à “tradição templária” em termos de Herança Espiritual e semelhante ao gnosticismo judaico, cristão e helenístico, ou seja, uma classe mais operativa da Maçonaria, divergindo em termos do atualmente praticado nas Lojas, que apenas se fixa no Simbolismo. Está ligado ao Amor e Tolerância dos escritos do Novo Testamento, sem detrimento da Justiça dos escritos do Antigo Testamento e a herança espiritual da “Ordem do Templo”, próximo da Gnose Cristã. Semelhante a outros ramos maçónicos Especulativos, mantém uma grande parte do tronco inicial, essencialmente dentro das Lojas Azuis ou dos três primeiros graus. É um rito literalmente cristão, provavelmente o rito mais próximo da Maçonaria Operativa Medieval, ou seja, da Maçonaria anterior a junho de 1717. É um Rito ecuménico, embora ainda considerado restritivo em relação a outras religiões. Admite como visitantes nas suas Oficinas, praticantes de outros ritos (Cristãos, Judeus, Muçulmanos), embora somente os cristãos possam fazer parte, como Obreiros, pois todos os trabalhos e juramentos estão presentes no Evangelho segundo São João (incluindo nas Lojas de Santo André) pregando o amor e a tolerância do Novo Testamento sem perder a Justiça do Antigo Testamento.

51 – ESCOCISMO REFORMADO: O Rito do Escocismo Reformado de São Martin. Disseminou-se pela Alemanha e pela Prússia, e era uma variante simplificada do Rito Martinismo e era composto por sete Graus: Aprendiz, Companheiro, Mestre, Mestre Perfeito, Mestre Perfeito Eleito, Escocês e Sábio.

52 – ESCOCISMO REFORMADO de TSCHOUDY: Reforma introduzida em França no ano de 1776, atribuída ao Barão de Tschoudy. Compõe-se de 10 GG∴ , distribuídos por dois Templos: o de Salomão, com os GG∴ de A∴ , C∴ , M∴ , Mestre Antigo, Eleito Simbólico, Grande Arquitecto de Héredom, (O∴ de Edimburgo) e Maçon do Segredo (O∴ de Upsal), e o de Zerubabel com os GGde, Príncipe de Jerusalém (O∴ da Babilónia), Cavaleiro da Palestina (O∴ de Upsal) e Cavaleiro Kadosh ou Homem Santo.

53 – ESLAVO: Também conhecido por Rito de Melesino. Na Rússia de 1765, o General Melesino cria um Rito Maçónico em reacção aos Graus da Estrita Observância. Era composto por três GG∴ SSimb∴ , a que acresciam mais 4 GG∴ superiores que se denominavam, A Abóbada Sombria, O Cavaleiro e Mestre Escocês, O Filósofo e o Grande Sacerdote do Templo.

54 – ESTRELA DO ORIENTE: O Rito é Andrógeno e surgiu em 1778 em Nova York. É composto por cinco pontos inspirados nas Sagradas Escrituras. É um Rito curioso e muito trabalhado, sendo os nomes dos Graus os seguintes: Filhas de Jefé, Rute, Ester, Marta e Eleita. Os Graus eram conferidos exclusivamente às esposas viúvas, irmãs ou filhas de maçons.

55 – ESTRELA FLAMEJANTE: Foi fundado em Paris em 1766, pelo Barão de Tschoudy. Obedece ao sistema jesuítico-templário e tem inspiração nas lendas das Cruzadas.

56 – ESTRITA OBSERVÂNCIA: Rito criado entre os anos de 1760 e 1763, pelo Barão Von Hund, na Alemanha, baseado em alguns Graus superiores do Rito de Ramsay. Hund foi uma personagem curiosa pela sua dedicação à Maçonaria, pelo êxito invulgar que alcançou, pela sua fortuna particular e pela sua personalidade, pois dizia-se portador de segredos advindos de graus superiores. O Rito teve grande êxito porque, mantido inicialmente em sigilo, combatia os excessos de distribuição de altos graus a pessoas incapacitadas de os ter, moralizando, assim, a Maçonaria. Foi um movimento extraordinário e de elevada reacção, beneficiando em muito a Maçonaria, expurgando-a dos aventureiros que se diziam vindos de Londres, únicos autorizados para conferir altos Graus. Posteriormente, o jesuitismo penetrou na Ordem, causando alterações e dissensões, tendo as cisões dado origem a uma série de outros novos Ritos. Compunha-se de 6 Graus (tendo, no entanto, o Barão de Hund acrescentado um sétimo): Aprendiz, Companheiro, Mestre (GG∴ SSimb∴ ), Mestre Escocês, Novilo, Templário – dividido em três Classes denominadas, Eques, Socius e Arminger e por último, Eques Professus (Graus Superiores, Templários). Na sequência de várias cisões observadas no seio do Rito e da sua dissolução operada em 1782 no Convento/Convenção de Wilhemsbad, foram criados os Ritos da Lata Observância, com as suas duas ramificações a saber, a Alta Observância e a Exacta Observância.

57 – EXEGÉTICO: O Rito Exegético oi instituído na cidad de Estocolmo, Suécia, inspirado na doutrina de Swedenborg e no Magnetísmo. Reunia pessoas de posição elevada e intelectuais. Não teve muitos seguidores e foi rapidamente dissolvido.

58 – FELICIDADE: Rito da Ordem da Felicidade, surgiu em Paris no ano de 1742 e foi criado por Chamboner e companheiros de oficialato de Marinha. Era composto por 4 Graus, todos eles alusivos à Arte de Marear: Grumete, Patrão, Chefe de Esquadra e Contra-Almirante. Todo o vocabulário e emblemas, eram inspirados nos símbolos de Marinha. Era uma Maçonaria recreativa e de Adopção.

59 – FÉRETRO ou PASTOS: Rito final da Iniciação nos Mistérios do Egipto, Grécia e outras nações antigas. Os últimos e Supremos Arcanos não podiam ser comunicados ao Candidato ou Discípulo antes de este ter passado pela Cerimónia da Morte e Ressurreição para a Nova Luz. Pastóforos, os que levavam o féretro sagrado ou o leito funerário dos Deuses-Sol, mortos ou ressuscitados, de Osíris, Tamuz (ou Adónis), Átis, etc.

60 – FESSLER: O Rito da Grande Loja Real York de Berlim, foi um dos Ritos mais científicos e cuidados, que surgiram no século XVIII Fundado por el ex-Padre, Inácio Aurélio Fessler, ilustre historiador, literato e portador de uma invejável bagagem cultural. Deve-se a ele, o desenvolvimento da Maçonaria na Alemanha, após o rompimento entre as duas Grandes Lojas existentes: a Grande Loja Nacional da Alemanha e a Loja Real York, em 1778. A capacidade intelectual de Fessler, fez com que extraísse dos Ritos existentes, e do que era conhecido em Maçonaria, os mais puros e originais ensinamentos, enriquecendo, assim, a Instituição com elementos preciosos. O seu trabalho constituiu uma apreciável contribuição para toda a Maçonaria Universal. Posteriormente, o seu Rito foi reconhecido em toda a Alemanha, tendo-lhe o Rei Frederico Guilherme sancionado oficialmente.

61 – FIÉIS ESCOCESES: O Rito da Velha Nora. O Príncipe Eduardo Stuart, pretendente ao trono da Inglaterra, serviu-se da Maçonaria para a obtenção das suas aspirações ao Trono de Inglaterra. Os Maçons de Toulouse, partidários do Príncipe, fundaram em 1748 este Rito, composto por nove Graus, divididos em três Capítulos, sendo o Primeiro – da Maç∴ Simb∴ -, era composto pelos três primeiro GG∴ SSimb∴ e o de Mestre Secreto, o Segundo – Maçonaria Templária ou das Cruzadas -, era composto por 4 Graus com a designação genérica de Eleitos e o Terceiro grupo – Maçonaria Científica -, era composto pelos membros do 9º e último G∴ , sob o Título de Iniciados nos Segredos. Os três Capítulos reunidos denominavam-se Consistórios e eram dirigidos e administrados por um Conselho Supremo. Apesar da resistência do Grande Oriente de França, o Rito perdurou até ao ano de 1812, altura em que foi extinto, sempre com grande actividade em França.

62 – FILADELFOS de NARBONNE: Foi criado em Narbonne em 1780, sendo composto por 10 Graus, divididos em três classes. Tinha inspiração escocesa e trabalhava a Maçonaria pura.

63 – FILALETES ou INVESTIGADORES DA VERDADE: Em 1773, na Loja Os Amigos Reunidos, em Paris, os II∴ , Savalette de Langes, o Visconde de Tavannes, o Presidente Hericourt, o Príncipe de Hasse, Saint Jamese Court de Gibelim, criarão este Rito, com o objectivo de aperfeiçoamento do Homem e a aproximação do princípio divino, na esteira do Martinismo. O Rito era composto por 12 Classes, ou Câmaras de Instrução, agrupadas em duas séries de 6 Graus cada uma, denominadas Pequena e Alta Maçonaria, sendo a primeira composta pelos 3 GG∴ SSimb∴ , Eleito, Escocês e Cavaleiro do Oriente e a segunda composta pelos Graus, Rosa-Cruz, Cavaleiro do Templo, Filósofo Desconhecido, Sublime Filósofo, Iniciado, e Filalete ou Mestre de Todos os Graus. Os Filaletes, eram possuidores dos Segredos da Ordem e gozavam de grande reputação, mercê dos seus conhecimentos metafísicos.

64 – GAÚCHO: Houve uma tentativa de formar um Rito no Estado do Rio Grande do Sul, Brasil, como adaptação do Rito Escocês Antigo e Aceite à linguagem “creoula”, estabelecendo-se para os três Graus Simbólicos, os nomes de, “Peão”, “Capataz” e “Patrão”, mas nunca chegou a ser divulgado. O seu criador usa o nome simbólico de “José de Arimatéia” e é colaborador da Revista Masónica União, editada em Porto Alegre.

65 – GERAL de FRANÇA: Rito do Grande Capítulo Geral de França. Trata-se de um Rito surgido em 1782, das cinzas dos Ritos Clermont, do Conselho dos Imperadores do Oriente e Ocidente e dos Cavaleiros do Oriente. Em 1785, uniu-se ao Capítulo Rosa-Cruz do Sr. Gerbier, ambicionando a supremacia do Escocismo francês. Em 1786, fundiu-se com o Grande Oriente e mudou o seu nome para Capítulo Metropolitano de França.

66 – GRANDE GLOBO FRANCÊS: O Rito do Soberano Conselho da Sublime Loja-Mater dos Excelentes do Grande Globo Francês, foi constituído em 1752 para os altos graus, com a finalidade de manter a pureza da doutrina Maçónica, combatendo as inovações. Em 1772 fundiu-se com a Grande Loja de França.

67 – GRÃO DE MOSTARDA: O Rito da Congregação dos Irmãos Morávios, ou a Ordem do Grão de Mostarda, era um Rito que diz respeito à Maçonaria Evangélica, inovação introduzida na Maçoneria alemã, estabelecendo-se na Silésia em 1739, e o seu objetivo era a propagação dos Evangelhos através da Maçonaria.

68 – GRATA REPOA: O Rito da Iniciação dos Sacerdotes, foi criado na Alemanha em 1767, em Berlim e na Silésia, onde um grupo de Maçons separados da Estrita Observância, se uniu ao I∴ Carlos Koppen. Os seus fundadores encontravam-se na história antiga da Maçoneria Egípcia e compunha-se de sete Graus: Pastoforus, Neocoris, Melanoforis, Cristoforis, Bajahata, Astrónomo da Porta de Deus e Sefenát Pancát.

69 – HAITIANO: Constitui uma fusão dos Ritos dos antigos Maçons Livres Ingleses, do Real Arco e dos Cavaleiros Americanos, ligeiramente modificados e foi constituído no Haiti.

70 – HERÉDOM: Surge do que restava do Capítulo de Clermont, dissolvido em 1758 em Paris, da iniciativa de uns II∴ dos Altos Graus, que inaugurou naquela cidade, um Capítulo de Soberanos Príncipes Maçons denominado, Conselho dos Imperadores do Oriente e do Ocidente, Grande e Soberana Loja Escocesa de São João de Jerusalém. Inspirado nos Templários e herdeiro dos Ritos de Clermont e das correntes escocesas de Kilwining e de Heredom e do Rito Egípcio. Tratava-se de um Rito jesuítico-templário que buscava a Perfeição, ou seja, o segredo da “Rosa Mística”. Também se denomina Rito da Perfeição. Era composto por vinte e cinco Graus, combinados com os números correspondentes a tantos meses necessários para a passagem de um Grau para outro. Os Regulamentos e Constituição da Maçonaria da Perfeição foram publicados em 1762 e foram ratificados a 25 de Outubro do mesmo ano em Berlim e, não sofrendo modificações desde 1762, foram adoptados pelas Grandes Constituições de 1 de Maio de 1786, a base do Rito Escocês Antigo e Aceite, formalmente fixados (no n´mero de 33 Graus) pelo Supremo Conselho Mundial de Charlston em 31 de Maio de 1801.

71 – HERMÉTICO: Foi fundado por Pernety en 1770 em Avignon, França e transportado para Montpellier em 1778. Ensinava a arte de transmutar metais em ouro, compor o elixir da longa vida, a pedra filosofal e outras mágicas da época. Inicialmente compunha-se de 9 Graus, tendo visto aumentar o seu número ao longo do tempo, até 45 Graus ou mesmo mais.

72 – ILUMINADOS DE AVIGNON: Foi também José Pernety, célebre alquimista e Monge Beneditino, que criou, em 1776, este Rito hermético, conforme com a doutrina de Swedenborg; possuía nove Graus. Durou pouco tempo, tendo sido desmembrado em diversos Capítulos e Academias, acabando por se fundir com outros movimentos que seguiam o Martinismo.

73 – ILUMINADOS DA BAVIERA: Adam Weisshaup que em 1771 fundou esse rito, cujos membros eram conhecidos como os Aperfeiçoados; ganhou grande fama e glória pela organização perfeita e pelo que se propunham a ensinar, a fim de aperfeiçoar o género humano, reintegrando-o no pleno uso dos seus direitos primitivos, outorgados pela Natureza e postergados pelas autoridades políticas e religiosas. O Rito era composto por 13 Graus, divididos em duas Classes denominadas Edifícios em que a primeira – Edifício Inferior ou de Preparação – abrangia 4 Graus de instrução (Noviço, Minerval, Iluminado Menor e Iluminada Maior), mais 5 Graus intermédios (Aprendiz, Companheiro, Mestre, Noviço Escocês e Cavaleiro Escocês ou Iluminado Director), e a segunda Classe – Edifício Superior ou dos Mistérios -, que se sub-dividia em dois grupos, os Pequenos Mistérios (Graus de Epopto ou Sacerdote Iluminado) e os Grandes Mistérios (Mago Filósofo e Homem-Rei).

74 – ILUMINADOS DO ZODÍACO: O Iluminismo, que fez várias tentativas de penetração na América do Sul, principalmente no Brasil, dera origem a vários Ritos e este não passou de mais um movimento depurador, inspirado na Cabala e nos doze signos zodiacais. Compunha-se de diversos Graus e os principais correspondiam aos Signos Zodiacais os quais, formavam o Zodíaco Maçónico.

75 – ILUMINADOS TEÓSOFOS: Foi estabelecido em Londres, no ano de 1767 por Chastanier e destinava-se o ensino da Teosofia Cristã. Baseava-se no Sistema de Swedenborg e numa modificação do Rito de Avignon. Comportava 6 Graus: Aprendiz Teósofo, Companheiro Teósofo, Mestre Teósofo, Escocês Sublime da Jerusalém Reformada ou Teósofo Iluminado, Irmão Azul e Irmão Vermelho.

76 – INGLÊS: O Rito dos Antigos Maçons Livres e Aceites de Inglaterra. é o Rito adoptado pela Grande Loja de Inglaterra fundada em 17 de Junho de 1717, na Festa de São João Baptista. Trata-se de um Rito muito difundido e trabalhado até aos nossos dias, e é composto por sete Graus: Aprendiz, Companheiro, Mestre e Maçon do Santo Real Arco, Mestre da Marca, Mestre Antigo, Muito Excelente Maçon e Real Arco.

77 – IRMÃO ENOCH do: Criado em 1773 por Enoch, um Maçon francês, que pretendeu implantar em França um novo regime maçónico constituído por uma mistura de ideologia mística e de doutrinas filosóficas e monárquicas. As origens do Rito/Sistema, remontariam ao Arcanjo São Miguel o qual, seria já Grão-Mestre da Ordem nos tempos de Adão. Segundo Enoch, “a Maçonaria é uma sociedade santa e piedosa de amigos, que tem por fundamento a discrição; por objecto, o serviço a Deus, a fidelidade ao seu Rei e a caridade para com o próximo; e por objectivo moral, a elevação de um edifício alegórico às virtudes que ela ensina”. Luís XVIII, Rei de França e de Navarra, face à alegada origem do Rito e a estreita “obediência” que o mesmo tinha para com a causa real, aceitou ser iniciado e recebesse os seus quatro Graus, vindo a ser o Grão-Mestre por alturas da Sessão Solsticial de 1804. O Rito compunha-se de quatro Graus, cada um consagrado a um determinado objectivo: Mão-de-Obra (consagrado à Amizade e à Beneficência), Obreiro (consagrado à Fidelidade devida ao Soberano), Mestre (consagrado à Submissão ao Ser Supremo) e Arquitecto (consagrado à Perfeição de todas as Virtudes).

78 – IRMÃOS AFRICANOS: Ou Rito da Ordem dos Arquitectos da África. Foi criado na Prússia em 1767 por iniciativa de Frederico II e tinha por objectivo, o estudo das ciências e pesquisas históricas sobre a Maçonaria. O Rito conferia anualmente um prémio à obra considerada a melhor sobre a história da Ordem Maçónica, entregando-se ao agraciado, uma medalha de ouro. Possuía onze Graus, divididos em três grupos: Primeiro Templo – Aprendiz, Companheiro, Mestre -, Segundo Templo – arquitecto ou Aprendiz dos Segredos Egípcios, Irmão Cosmopolita, Filósofo Cristão (Bossinius) e Mestre dos Segredos Egípcios ou Amigo da Verdade – e os Graus Superiores – Arminger, Miles e Eques. Foi um Rito que, aparentemente, permaneceu na Prússia e durou enquanto viveu Frederico II.

79 – IRMÃOS ASIÁTICOS: Rito dos Cavaleiros e Irmãos Iniciados na Ásia, ou Irmãos Asiáticos, ou, ainda, Cavaleiros e Irmãos de São João Evangelista da Ásia. Constitui um ramo das Sociedades dos Alquimistas Alemães Rosa-Cruzes, originado de uma cisão ocorrida em 1780, liderada pelo Barão Haas Henri Eker von Alkefen. Estudava as ciências naturais, manuseando a alquimia e os mistérios mágicos. Compunha-se de cinco Graus. Dissolveu-se em 1790, após a morte de Alkefen.

80 – IRMÃOS de SÃO JOÃO: Terá sido criado no ano de 1440, tomando o nome de Confraternidade dos Maçons, conforme o registo de uma acta da Convenção de Colónia, que teve lugar em 24 de Junho de 1535, encontrando-se presentes os delegados das confraternidades de, Londres, Edimburgo, Amesterdão, Paris, Lyon, Frankfurt, Hamburgo e de muitas outras cidades. A Ordem devia reger-se por um único Che

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