O Venerável Mestre e a Liderança
O Venerável Mestre é um dos cargos mais importantes da Maçonaria, pois é ele quem dirige as lojas Simbólicas que são o alicerce da instituição. É ele o incumbido de representar a loja e a maçonaria como um todo. Sendo assim ele é um líder da instituição.
E a palavra líder é originária do inglês “leader” que por sua vez vem do antigo Celta e cujo significado é: pessoa que vai à frente para guiar, mostrar o caminho e que precede ou dirige qualquer acção, opinião ou movimento.
Sendo o Venerável um líder ele tem que exercer a liderança que nada mais é que a capacidade de influenciar pessoas a cooperar no logro de um objectivo que considere desejável.
Para isso o Venerável Mestre pode utilizar três métodos de liderança: a coacção, a sugestão e a persuasão.
A coacção é o domínio pela imposição, ela é observada em loja quando o Venerável usando regularmente as suas prerrogativas legais e toma decisões em nome da loja sem consultar os membros da mesma.
A sugestão é o método que utiliza o sentimento da vaidade dos irmãos. O Venerável consegue manter um bom clima na loja quando ele conhece os sentimentos legítimos dos irmãos.
Este método é como um pai que elogia o desempenho escolar de um filho, e isso faz com que o desempenho do filho seja cada vez melhor, ou da sua esposa com os trabalhos do lar que envaidecida se esmera cada vez mais. A sugestão é portanto um método bastante subtil de liderança, muito eficaz e inteligente.
Já a persuasão é a liderança através do entusiasmo com que tenta contagiar os Irmãos. O Venerável que utiliza esta técnica tem que estar convicto do seu conhecimento maçónico para influenciar toda a loja.
Esta técnica requer o diálogo e o acordo e por esse motivo torna-se mais difícil e desgastante para muitos Veneráveis. Mas é um método que respeita a ideia e a pessoa dos irmãos, que outro momento poderão também ser os líderes da loja.
Mas dificilmente um Venerável se isola no uso de uma das três técnicas. O exercício da liderança implica realmente o uso das três técnicas; porém, o bom Venerável deve utilizar as técnicas da seguinte forma:
- predominância da persuasão;
- ocasionalmente da sugestão e
- excepcionalmente da coacção.
O Venerável pode portanto ser autocrático para a loja, exercendo a liderança de forma centralizada, preocupado somente com os resultados, e mantendo um forte domínio sobre os irmãos. Geralmente utiliza-se de algum desprezo, é vaidoso, usa bastante a coacção, é centralizador e imprescindível, pois provavelmente “a Loja abate colunas na sua ausência, ou é mal conduzida”.
Pode também ser democrático que é o que, de facto, é pregado pela maçonaria; exerce a liderança de forma descentralizada, preocupa-se não somente com os resultados, mas, principalmente com os irmãos que compõem o quadro e que são de facto responsáveis com os resultados obtidos e as formas e meios para os obter.
O Venerável democrático valoriza os irmãos e a loja, utiliza bastante a persuasão e a sugestão, é descentralizador e torna-se prescindível em soluções de casos rotineiros, pois ele dá o impulso inicial e traça o rumo a seguir com todos os instrumentos que a Maçonaria lhe deu para o trabalho da nossa sublime e ilibada instituição.
Cabe a cada um escolher o seu caminho (ou método), mas talvez a resposta à seguinte questão possa ajudar:
Queremos ficar na memória da Loja porque mandámos nela, ou porque fizemos a Loja evoluir conjuntamente com os Irmãos?
Adaptado de Autor desconhecido
