O que nos trouxe até aqui?
É cediço que a Maçonaria durante toda a sua existência foi e continua sendo alvo de inúmeras estigmatizações, sendo confundida por vezes como uma seita, uma religião ou instituição que prega a prosperidade dos membros em termos financeiros e materiais.
Contudo, ao ingressar nos Augustos Templos se nota uma realidade totalmente diversa da que é propagada e deturpada por aí a fora.
Primeiro, ao iniciático se faz obrigatório que o mesmo reconheça a sua pequenez no plano terrestre e espiritual e acredite na existência de um ser supremo, maior e mais poderoso do que todos nós e capaz de ser omnipresente, omnipotente e omnisciente. A esse ser chamamos de GADU.
E seguida, prega-se a fraternidade entre os Irmãos e denota o espírito de benevolência e irmandade que perpassa até mesmos as colunas dos templos e que se emana por toda a sociedade de um modo geral e aos profanos.
Com isso, devemo-nos perguntar a nós mesmos: o que nos traz até aqui?
A resposta a este questionamento depende do íntimo de cada ser que aqui habita e das portas da percepção de cada membro que presta o juramento e promete ser útil, dedicado e fiel perante a ordem.
Mas não só isso, na concepção deste que vos escreve o que nos traz até a Maçonaria, dentre outros, é o desbastar da pedra bruta, é o melhoramento do ser humano em todos os sentidos, seja no seu mais profundo ser, seja para com os seus, reconhecendo e aprimorando a cada dia os seus defeitos e virtudes em prol de novos progressos no plano pessoal, familiar e social.
Não fosse esse melhoramento, essa dilapidação, esse autoconhecimento de si próprio qual sentido teria de estar aqui?
Vos faço esse questionamento …
Portanto meus Irmãos, trago o presente trabalho como forma de despertar no plano simbólico e singular de cada um o que de facto te traz a Maçonaria, o que te traz aos nossos augustos templos e o que te faz ser um individuo que busca levantar templos a virtude e cavar masmorras aos vícios.
Por fim, faz mister elucidar que não adentrei neste trabalho outras questões que envolvem a ordem, a exemplo da beneficência que se presta ou outros aspectos, mas sim da necessidade desse melhoramento e evolução que cada Irmão tem de obrigação perante a ordem, irmãos e toda sociedade que se vive.
No mais, relevo os mais sinceros e estimados votos de apreço e estima aos IIr.: que fazem a Maçonaria essa instituição rica daquilo que dinheiro não compra.
Danialison Lima de Araújo – CIM 335518 – ARLS Amor, União e Justiça nº 1888, Or. de Ouricuri-PE.
