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O que é ser Maçom?

✍️ Desconhecido 📅 08/11/2026 👁️ 3 Leituras

olho dourado

Mas afinal, o que é ser Maçom? Creio ser esta, uma pergunta tão simples, mas, aparentemente tão difícil de ser respondida objectivamente. Por si só, este questionamento sugere várias respostas, vinculadas à aprendizagem, conhecimento e experiências vivenciadas dentro da própria Maçonaria.

Ocorreu-me, como um simples Aprendiz, percebendo-me incapaz de responder a esta pergunta, procurar ajuda dos meus Irmãos mais experientes, cujo valor e brilho pessoal, os tornaram merecedores de elevados salários.

Ouvi respostas magníficas, tujo teor filosófico e simbólico evidenciavam que “ser Maçom” é ser um privilegiado, um iluminado, aquele ser humano a quem fora destinada a oportunidade da evolução, de aprender sobre os terríveis mistérios encerrados nessa sociedade iniciática e discreta.

Ouvi também que para ser Maçom é necessário ser pessoa livre e de bons costumes, condição básica para ingressar nos mistérios maçónicos.

Ouvi outras definições, sintetizando a essência nessa direcção, tais como:

Ser Maçom –“É receber a luz que o dirigirá através dos caminhos da virtude.”

Ser Maçom – “É vencer as paixões que desonram o homem e o desgraçam, cabendo-lhe a prática constante das virtudes, socorrer os Irmãos nas suas aflições e necessidades, encaminhá-los na senda do bem, desviá-los da prática do mal e estimulá-los à prática da virtude, dando-lhes exemplos de tolerância, justiça e respeito à liberdade.”

Ser Maçom – “É participar de uma associação íntima de homens escolhidos, cuja doutrina tem por base o Grande Arquitecto do Universo, que é Deus; como regra a lei natural; por causa a verdade, a liberdade e a lei moral; por princípio a igualdade, a fraternidade e a caridade; por frutos a verdade, a sociabilidade e o progresso; por fim a felicidade dos povos, que incessantemente ela procura reunir sob a sua bandeira da paz.”

Ser Maçom – “É honrar e venerar o Grande Arquitecto do Universo, a quem agradece, sempre; tratar todos os homens, sem distinção de classe e raça, como os seus iguais Irmãos; combater a ambição, o orgulho, o erro e os preconceitos; lutar contra a ignorância, a mentira, o fanatismo e a superstição, que são os flagelos causadores de todos os males que afligem a Humanidade e entravam o progresso; praticar justiça recíproca, como verdadeira salvaguarda dos direitos e dos interesses de todos, e a Tolerância, que deixa a cada um o direito de escolher e seguir a sua religião e as suas opiniões; deplorar os que erram, esforçando-se, porém, para reconduzi-los ao verdadeiro caminho; enfim, ir em socorro do infortúnio e da aflição. O Maçom cumprirá todos estes deveres, porque tem a Fé, que lhe dá coragem; a Perseverança, que vence os obstáculos, e o Devotamento, que leva a fazer o Bem, mesmo com risco da sua vida e sem esperar outra recompensa que a tranquilidade de consciência.”

Ser Maçom – “É reunir-se com outros Irmãos, como diz o nosso Ritual, para combater a tirania, a ignorância, os preconceitos, os erros e glorificar o direito, a justiça e a verdade para promover o bem-estar da Pátria e da Humanidade, levantando Templos à virtude e cavando masmorras ao vício.

A Maçonaria, consequentemente aos Maçons, interessam as virtudes cardeais. É a elas que se propõe levantar Templos, isto é, homenagear com o aperfeiçoamento dos Maçons para que eles ajam com prudência, julguem com justiça, actuem com fortaleza e mantenham a sua vida social com temperança.”

AINDA:

Ser Maçom – “É ser construtor de uma grande obra moral em homenagem ao Grande Arquitecto do Universo, através dos seus actos pautados dentro das ideias das virtudes, tornando-se homens probos e correctos, sábios e humildes, justos e perfeitos, a fim de que sirvam de exemplo para toda a humanidade, elevando o bom nome da ordem, exaltando o conceito da Maçonaria e honrando e dignificando, desta forma, o GADU.”

Há também uma visão mística da Maçonaria, onde para entender o que é ser Maçom, propõe uma outra pergunta: “De onde viemos”?

O Aprendiz Maçom deve responder (e nessa resposta se encerra o maior mistério da tradição universal) “do nada não vem nada”. E., como é que eu existo? Logo, Eu sou eterno. “No princípio era o verbo e o verbo era com Deus”, diz São João.

O Maçom, o Super Homem, pode dizer: “No princípio era Eu, Eu era com Deus, e Eu sou Deus”. Somente com o sentir, com a compreensão e com o viver esta lei, o aspirante (Aprendiz) se converte em Maçom.

Ser Maçom, enfim, é praticar os seus deveres, fazer exame do moral, investigar a verdade, praticar virtudes e a filantropia, combater fanatismo, vício e dominação, ser leal à Pátria e aos Irmãos, aperfeiçoar-se moral, intelectual e espiritualmente, formar uma grande família universal, e defender a liberdade, a igualdade e a fraternidade.

O fascínio e profundidade dessas definições sugerem profundas reflexões; consequentemente, mudanças de atitudes e de comportamento, novas tomadas de decisões, uma nova vida.

Para que cada Irmão possa ter a oportunidade de reflectir de modo mais prático, sobre “o que é ser Maçom”, independentemente dos seus próprios conceitos e definições, actuação e busca da perfeição, apresento um assunto que tem a origem em estudos de Programação Neurolinguística e tem por título “Alinhamento de Níveis Neurológicos”.

Níveis neurológicos

Já foi assinalado por pesquisas do comportamento humano, que há diferentes níveis de envolvimento do sistema neurológico nos processos de aprendizagem, mudança e comunicação.

Eles são hierarquizados, de forma que a função de cada nível é organizar a informação daquele imediatamente abaixo dele. Uma mudança num nível superior, necessariamente afectará os níveis mais abaixo.

Assim, podemos, simplificando, delinear os níveis neurológicos ou seja, os níveis de comprometimento do organismo com a sua actuação na sequência do menor ao maior comprometimento.

Para facilitar o entendimento desse raciocínio, observe:

Todos vivemos num lugar, com pessoas, num determinado tempo e espaço (ambiente).

Nesse ambiente sempre fazemos alguma coisa; para fazermos o que fazemos precisamos ter algumas capacidades.

Para termos essas capacidades, precisamos de uma razão para fazer. São as crenças, o porquê fazemos. .

A esse conjunto de crenças, chamamos de identidade.

Como numa pirâmide, a base pode ser simbolizada pelo ambiente, subindo para os comportamentos; acima temos as capacidades, acima das capacidades temos as crenças e, acima das crenças, no pico da pirâmide temos a identidade.

Na nossa identidade, exercemos vários papéis, por exemplo: somos pais, professores, empresários, médicos, Maçons…

Para haver uma integração em cada um dos papéis é necessário que haja um alinhamento nos níveis neurológicos.

Acima da identidade, há o nível espiritual que pergunta: “Com quem mais eu sou em relação à família, à comunidade ou profissão, à cidade, ao país, ao planeta, ao universo, numa visão mais transcendente”.

Proponho a cada um, fazer um simples exercício, mas que creio dará uma visão mais ampliada do que é ser Maçom.

Peço um voluntário e os demais observarão.

Exercício

  1. Definir um espaço físico para cada um dos seis níveis neurológicos:

ESPIRITUAL – IDENTIDADE – CRENÇAS – CAPACIDADES – COMPORTAMENTOS – AMBIENTE

  1. Estando no espaço “Ambiente” (são os factores externos aos quais a pessoa reage).

Responda à pergunta: – Onde e quando eu actuo como Maçom?

  1. Estando no espaço “Comportamento” (são as acções específicas realizadas no ambiente).

Responda à pergunta:- O que eu faço quando actuo como Maçom naqueles lugares e momentos?

  1. Estando no espaço “Capacidades” (o que possibilita o comportamento como ele é).

Responda à pergunta: – Que capacidades eu tenho (ou preciso) para executar aquelas acções naqueles lugares e momentos?

  1. Estando no espaço “Crenças” (o que dá suporte ou impede as capacidades).

Responda à pergunta: – Que valores são importantes para mim quando eu estou actuando como Maçom? ou ainda: Por que ser Maçom?

  1. Estando no espaço “Identidade” (são os factores que determinam a “missão” ou que modelam crenças e valores).

Responda à pergunta: – Quem sou eu como Maçom? ou Que tipo de Maçom eu sou?

  1. Estando no espaço “Espiritual” (factores que transcendem a você mesmo).

Responda às perguntas: – A quem mais eu sirvo como Maçom?

  • Qual é a minha missão como Maçom?
  • Qual é a minha visão como Maçom?
  1. Conscientize-se do seu estado no nível Espiritual. Com essa fisiologia e experiência interna, leve-a para o espaço Identidade para que você possa experienciar as duas ao mesmo tempo.
  2. Pegue a experiência do Espiritual e da Identidade e leve-a para o espaço Crenças e valores. Perceba como enriquece a sua experiência interna.
  3. Agora traga a sua visão Espiritual, Identidade e Crenças para o espaço de Capacidades. Continue até o espaço Ambiente.

Meus Irmãos, creio ser este um excelente exercício para cada qual, do seu jeito, com as suas crenças e valores, reflectir sobre esta simples e fundamental pergunta dentro da nossa ordem:

“O que é ser Maçom?”

Reinaldo Passadori, Loja Equilíbrio e Justiça nº 2474 – Or. de São Paulo – SP

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