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As oito Grandes Lojas britânicas

✍️ Desconhecido 📅 20/07/2023 👁️ 5 Leituras

oito Grandes Lojas britânicas

1ª – A G∴ L∴ DE LONDRES E WESTMINSTER – (1717-1813) – (96 anos);

2ª – A G∴ L∴  TODA A INGLATERRA – (1725-1792) – (67 anos);

3ª – A G∴ L∴ DOS ANTIGOS – (1751-1813) – (62 anos);

4ª – A G∴ L∴ SUPREMA – (1759-1775) – (16 anos);

5ª – A G∴ L∴ DO SUL DO RIO TRENT – (1779-1788) – (09 anos);

6ª – A G∴ L∴ UNIDA DOS ANTIGOS MAÇONS, LIVRES E ACEITOS DA INGLATERRA – (1813 até aos nossos dias.);

7ª – A G∴ L∴ DOS MAÇONS LIVRES E ACEITOS DA INGLATERRA DE ACORDO COM AS ANTIGAS CONSTITUIÇÕES – (1823-1866) – (43 anos);

8ª – A G∴ L∴ DE STOCKPORT (1830-1843) – (13 anos).

As oito grandes Lojas britânicas

(Baseado nas fontes: https://solomon.ugle.org.uk e http://solepro.com.br/Pilulas/pm056.pdf)
(Baseado nas fontes: https://solomon.ugle.org.uk e http://solepro.com.br/Pilulas/pm056.pdf)

(Baseado nas fontes: https://solomon.ugle.org.uk e http://solepro.com.br/Pilulas/pm056.pdf)

Nos séculos XVIII e início do século XIX ocorreu na Inglaterra uma formação simultânea de “Grandes Lojas”, começando pela primeira em todo o mundo, que foi a Grande Loja de Londres e Westminster, em 1717. Posteriormente, algo semelhante ocorreria, também, nos demais países.

A primeira delas foi a “Grande Loja de Londres e Westminster”, de 1717, a mãe de todas as Grandes Lojas do mundo, que permaneceu activa ao longo dos anos, transformando-se, em 1813, na Grande Loja Unida de Inglaterra (GLUI).

A segunda delas apareceu em 1725: A antiga Loja da cidade de York, norte da Inglaterra, transformou-se na “Grande Loja de Toda a Inglaterra”. Entretanto, a sua influência restringia-se às províncias de York, Cheshire e Lancashire. Ela existiu por algumas décadas, elegendo os seus próprios Grão-Mestres, erigindo também os suas próprias oficinas de Royal Arch e Cavaleiros Templários. A Grande Loja de York foi fundada em York, em 1705. Vinte anos depois, em 1725, adoptou o nome de Grande Loja de Toda a Inglaterra. Fechou em 1801. E a Grande Loja dos Maçons Antigos era em Londres (assim como a Grande Loja dos Modernos) e existiu de 1751 a 1813, quando se fundiu com a Grande Loja dos Modernos para se tornar a Grande Loja Unida da Inglaterra.

A terceira Grande Loja foi a “Grande Loja dos Antigos” em 1751, a qual, juntando-se, em 1813, com a primeira mencionada acima, também conhecida como a dos “Modernos”, formou a “Grande Loja Unida da Inglaterra” (GLUI).

A quarta Grande Loja – em 1759, a Loja nº 9 dos Antigos foi apagada, após um desacordo com a Grande Loja dos Antigos, sob o fracasso do seu membro Charles Stuart, em ser eleito 2° Grande Vigilante. A Loja n° 9 recusou pagar as suas dívidas da Grande Loja e fazer retornos, mas continuou trabalhando. Em 1770, realizou uma reunião com as Lojas n° 12 e Loja n° 59, que resultaram na criação de uma Grande Loja em Setembro. Parece ter sido referida como a ‘Grande Loja Suprema; dado que não há benefício em fazer reivindicações humildes! só sobreviveu até 1775, quando as suas três Lojas constituintes voltaram à grande Loja dos Antigos, como Loja n° 12 tornando-se a Loja n° 193, e outras Lojas tendo números posteriores.

A quinta Grande Loja foi formada em 1779. Com a responsabilidade e autoridade da Grande Loja de Toda Inglaterra foi formada a Grande Loja do Sul do Rio Trent”, constituída de antigas Lojas que estavam em desacordo com as directrizes da primeira Grande Loja.

Em 1788, juntou-se com a terceira das Grandes Lojas, a “Grande Loja dos Antigos” e parou de existir.

A sexta delas, e é a que existe hoje, foi formada em 1813. A Primeira Grande “Premier” Loja juntou-se com a “Grande Loja dos Antigos” para dar ao mundo maçónico a “Grande Loja Unida dos Antigos Maçons, Livres e Aceitos da Inglaterra”, conhecida por todos hoje em dia como a “Grande Loja Unida da Inglaterra” (GLUI)

A sétima Grande Loja apareceu e sumiu da seguinte forma: após a União, descrita acima, em 1813, houve dificuldades com algumas Lojas e quatro delas, afastadas da GLUI, formaram em 1823, estabelecida em Wigan, a Grande Loja dos Maçons Livres e Aceitos da Inglaterra de acordo com as Antigas Constituiçõesdepois de dois anos ficou inactiva até 1838. Em 1844, teve uma aceleração das actividades até 1858, e depois foi decaindo aos poucos, sendo que em 1866 foi o ano em que as suas últimas Actas foram registradas.

A oitava Grande Loja – A Grande Loja de Stockport, que parece ter sido outra Grande Loja separatista do Norte, formada por maçons descontentes com as mudanças feitas na Grande Loja Unida da Inglaterra. diz-se que foi formada na década de 1830, mas nenhum registro sobreviveu, além de referências a ela nas minutas da Loja da Sinceridade, a maior hóspede sob a Grande Loja em Wigan. Em 1843, desapareceu.

Cronologia das grandes Lojas britânicas

1705 – fundação da Grande Loja de York, situada na cidade de York.

1717 – fundação da Grande Loja de Londres e de Westminster, mais tarde chamada de Grande Loja dos “modernos” e que trabalhará baseada na primeira constituição de Anderson (publicada em Janeiro de 1723).

1725 – fundação da Grande Loja da Irlanda.

1725 – a Grande Loja de York adopta o nome de Grande Loja de toda a Inglaterra.

1736 – fundação da Grande Loja da Escócia.

1751 – fundação da Grande Loja dos Maçons Antigos (Grand Lodge of Ancient Masons), em Londres. Ela adoptará como constituição o trabalho Ahiman Rezon, de Laurence Dermott, (publicado em 1756).

1759-1775 – a Grande Loja Suprema

Em 1759, a Loja nº 9 dos Antigos foi apagada, após um desacordo com a Grande Loja dos Antigos, sob o fracasso do seu membro Charles Stuart, em ser eleito 2° Grande Vigilante. A Loja n° 9 recusou pagar as suas dívidas à Grande Loja e fazer retornos, mas continuou trabalhando. Em 1770, realizou uma reunião com as Lojas n° 12 e n° 59, que resultaram na criação de uma Grande Loja em Setembro. Parece ter sido referida como a ‘Grande Loja Suprema’; dado que não há benefício em fazer reivindicações humildes! Só sobreviveu até 1775, quando as suas três Lojas constituintes voltaram à Grande Loja dos Antigos, com a Loja n° 12 a se tornar a Loja n° 193, e outras Lojas tendo números posteriores.

1801 – fechamento da Grande Loja de York (Grande Loja de Toda Inglaterra).

1813 – a Grande Loja de Londres e de Westminster (os “modernos”) e a Grande Loja dos Maçons Antigos, ambas em Londres, fundem-se, criando a Grande Loja Unida de Inglaterra.

1830-1843 – a Grande Loja de Stockport

Parece ter sido outra Grande Loja separatista do norte formada por maçons descontentes com as mudanças feitas na Grande Loja Unida de Inglaterra. Diz-se que foi formada na década de 1830, mas nenhum registro sobreviveu, além de referências a ela nas minutas da Loja da Sinceridade, a maior hóspede sob a Grande Loja em Wigan. Em 1843, desapareceu.

Fontes

Interessante notar que a fundação dos chamados “antigos” é mais recente (1751) que a dos alcunhados “modernos” (1717). Estes, seguiam as compilações em obra “constituições”, do reverendo presbiteriano James Anderson e, aqueles, seguiam a constituição “Ahiman Rezon”, publicada em 1756, do operativo pintor de paredes e Grão-Secretário dos antigos, Laurence Dermott.

As prováveis causas da separação e fundação da grande Loja dos antigos (1751):

  • descristianização da francomaçonaria, quando das constituições, do reverendo Anderson;
  • desleixo referente aos dias de São João Baptista e São João Evangelista, como festivais especiais maçónicos;
  • a mudança dos modos de reconhecimento no grau de companheiro. Esta era, aparentemente, a principal causa ofensiva;
  • abandono de partes esotéricas na instalação de mestres;
  • negligências referentes ao catecismo, ligadas a cada grau e,
  • as exposures publicadas, principalmente “a maçonaria dissecada”, de Samuel Prichard

Graças ao dinamismo fraterno e dialéctico maçónico, em 1813, a Grande Loja de Londres e Westminster e a Grande Loja dos Antigos Maçons unem-se, formando a Grande Loja Unida de Inglaterra.

Fontes

  • A Maçonaria – símbolos, segredos, significado. W. Kirk Macnulty
  • Pílula maçónica n° 56 – as seis Grandes Lojas da Inglaterra, de pílulas maçónicas, do Ir∴ Alfério di Giaimo Neto

Artigos de União dos Antigos e Modernos em 1813: Os documentos físicos

A Grande Loja Unida da Inglaterra celebrou em 2013 o bicentenário da União entre as Grandes Lojas dos antigos e dos modernos. A União foi formalmente celebrada em 27 de Dezembro de 1813, de acordo com o artigo I dos Artigos da União, que afirma: I. Haverá, a partir de e após o dia da festa de São João Evangelista, que se seguirá (ou seja, 27 de Dezembro de 1813), uma união completa, perfeita e perpétua de e entre as duas Fraternidades de Maçons Livres e Aceitos da Inglaterra. . . representados em uma Grande Loja, a ser solenemente formada, constituída e mantida no referido dia…

” A palavra “celebrada” precisa ser enfatizada. A União tinha sido de facto ‘consumada’, por assim dizer, em 25 de Novembro e ratificada em 1 de Dezembro de 1813. Estas três datas chave causaram alguma confusão entre os historiadores, agravada pela perda de dois documentos, um dos quais já foi recuperado e que é o objecto deste artigo.

Em 25 de Novembro 1813, os Grão-mestres de ambas Grandes Lojas, os dois irmãos reais, o Duque de Sussex e o Duque de Kent, representando os Modernos e os Antigos, respectivamente e os seus comissários, seis no total, reuniram-se no Palácio de Kensington, com o único propósito de assinar dois manuscritos originais idênticos dos Artigos de União, um para cada Grande Loja. O documento original pertencente aos Antigos existe na Biblioteca e Museu da Maçonaria em Londres. Tem 205 milímetros de largura e 324 milímetros de altura, composto por um total de 10 páginas com texto em ambos os lados de cada página e os últimos três lados deixados em branco. Eles são assinados na página 7, cada selo de cera de cada signatário acrescentado sob a legenda: “Feito no Palácio de Kensington, neste dia 25 de Novembro, no ano de Nosso Senhor 1813, e da Maçonaria 5813″ como segue: no lado esquerdo pelos Antigos – Edward G. M. (HRH Edward, Duque de Kent & Strathearn) Thos Harper DGM (Thomas Harper Grão Mestre Adjunto) Ja Perry PDGM (James Perry Past Grão-Mestre Adjunto) e Jas Agar PDGM (James Agar Past Grão-Mestre Adjunto) e no lado direito, pela Grande (ou Primeira) Loja dos Modernos mais quatro assinaturas: Augustus Frederick G. M. (HRH Duque de Sussex Instalado em 12 de Maio de 1813), Waller Rodwell Wright Pro G. M. Ilhas jónicas (Grão-Mestre Provincial das ilhas jónicas), Arthur Tegart PJGW (Past Segundo Grande Vigilante), J Deans PJGM (James Deans Past Segundo Grande Vigilante). Embora o duque de Kent fosse apenas Grão Mestre Eleito, neste momento, teria sido sentido que ele estava qualificado para assinar o documento como “Edward G.M.”. Cada Grande Loja reteve a sua cópia do original assinado e selado dos Artigos da União.

Duas alterações particularmente significativas, entre algumas menores foram feitas no Artigo II nesses documentos. Elas são reveladas na palestra 1993 Arco Real Batham do companheiro Douglas Burford, “As anomalias da conexão Craft-Arco Real”: as palavras “quatro graus” foram alteradas para “três graus” e as palavras “Supremo Grau” na linha seguinte foram alteradas para “Suprema Ordem”. A consequência indirecta dessas mudanças é que esses mesmos documentos originais tiveram que ser “ratificados” pelas duas Grandes Lojas, e isso foi feito separadamente nas assembleias “Grande Loja Especial” que seguiu a instalação do Duque de Kent e o sumptuoso jantar no dia 1 de Dezembro.

A exigência de tal ratificação foi também incorporada ao primeiro parágrafo do Artigo IX dos Artigos da União, que dizia:

IX. A Grande Loja Unida que está sendo agora constituída; o primeiro processo após a oração solene será ler e proclamar o acto da União, tal como anteriormente assinado e selado com os grandes selos das duas Grandes Lojas, após o que o mesmo será solenemente aceito pelos membros presentes.

(O segundo parágrafo do artigo IX não parece ter sido cumprido e está fora do escopo deste breve artigo). Assim, a reunião de 1º de Dezembro foi para cumprir uma exigência pré-determinada dos Artigos da União. Por mais incrível que possa soar, tarde da noite, depois de um longo dia de cerimónias e muita comida e bebida, os Modernos retiraram-se para se reunir no Freemasons’ Hall e os Antigos permaneceram na Taverna Crown and Anchor e cada um dos grupos abriu a sua respectiva ‘Grande Loja Especial”. Aqui foram ratificados os Artigos da União e também confirmados com uma segunda assinatura de cada Grão-Mestre aplicando o selo da sua Grande Loja. As cerimónias quase idênticas ocorreram em locais totalmente separados mais ou menos ao mesmo tempo, quando cada Grão-Mestre agia em nome da sua própria Grande Loja. O texto adicionado, que cada um dos Grandes Mestres assinou, dizia: ‘Em Grande Loja neste primeiro dia de Dezembro de 1813 d.C., ratificou-se e confirmou-se, e o selo da Grande Loja foi afixado. Assim, nesta fase dos acontecimentos, em 01 de Dezembro de 1813, as duas cópias dos Artigos de União são assinadas, seladas, ratificadas e confirmas e os selos das duas Grandes Lojas aplicados vinculando juridicamente as partes à União. Facto consumado. Conforme mencionado, este documento original dos Artigos da União pertencente aos Antigos sobreviveu. A versão da Grande Loja dos Modernos (ou Primeira) perdeu-se.

Era chegada a hora de se preparar para a Grande Assembleia de celebrações dos Maçons em 27 de Dezembro, conforme exigido pelo Artigo I dos Artigos da União. Entre estes preparativos foi tomada a decisão de produzir duas reproduções manuscritas maiores e mais grossas do original dos Artigos de União, um para cada Grande Loja, com vista a serem cerimonialmente transportados para dentro da Grande Loja e assinados durante os procedimentos de 27 de Dezembro. Ambas as cópias desses fac-símiles sobreviveram e estão guardadas nos arquivos da Biblioteca e Museu da Maçonaria em Londres. Eles são maiores que os originais, medindo 300mm x 420 milímetros, elaboradas e atraentes, com parte do título na primeira página destacado em ouro. As correcções do artigo II foram incorporadas, embora claramente estas reproduções em fac-símile não tenha valor jurídico. Elas não são documentos originais e não podem alterar o estado da União já alcançado em 1 de Dezembro nem podem acrescentar coisa alguma ao acordo de União.

Como cópias fac-símile dos Artigos, ambas incluem as legendas de datas que aparecem no original, a saber: ‘Feito no Palácio de Kensington, neste dia 25 de Novembro, no ano de Nosso Senhor 1813, e da Maçonaria, 5813’ e: ‘Em Grande Loja neste primeiro dia de Dezembro de 1813 d.C., ratificou-se e confirmou-se, e o selo da Grande Loja foi afixado. Os fac-símiles, quando apresentados aos dois Grãos Mestres antes das cerimónias de 27 de Dezembro estavam em branco, sem assinaturas ou selos. Conforme registrado nos procedimentos que descrevem o cortejo entrando no Grande Salão, cada um dos dois Grãos Mestres carregava “o Acto de União, em duplicata”, ou seja, um para cada Grão-Mestre. Eles agora estão assinados pelos dois Grãos Mestres e os seus respectivos Grandes Secretários abaixo da legenda, que diz: “Em Grande Loja, neste primeiro dia de Dezembro de 1813 d.C., ratificou-se, e o selo da Grande Loja foi afixado”. Elas são testemunhadas e assinadas: “Na presença do Conde Jacob Pontusson De la Gardie primeiro Grão-Mestre do Norte”. Eles foram, então, solene e cerimonialmente colocados dentro da Arca da Aliança. Deve-se ter em mente, e enfatizado que estas duas cópias de fac-símile do manuscrito original dos Artigos de União eram apenas representativas, cópias cosméticas, por assim dizer, somente para fins de exibição. Elas eram, é claro, precisas e idênticas aos originais assinados e selados, mas os aspectos jurídicos da União já tinham agora ocorrido.

Ambos os documentos, agora disponíveis para inspecção, mostravam que são assinados pelos Grãos Mestres e os Grandes Secretários (os modernos têm uma assinatura adicional) e testemunhados por De la Gardie, na contracapa de cada documento, abaixo da legenda onde se lê: ‘Em Grande Loja, neste primeiro dia de Dezembro de 1813 d.C., Ratificou-se e Confirmou-se, e o selo da Grande Loja foi afixado”. Conforme esperado, não há selos ou sinais de que quaisquer selos tenham sido aplicados. Não havia necessidade de selos. Além disso, embora o evento estivesse ocorrendo em 27 de Dezembro 1813, o documento que estava sendo assinado era datado, muito correctamente de 01 de Dezembro de 1813. Os acontecimentos de 27 Dezembro de 1813 foram uma exibição simbólica e uma celebração da unidade; a União já tendo sido alcançada em 1 de Dezembro.

A cópia fac-símile dos Artigos de União pertencentes aos Antigos foi posteriormente seleccionada para uso como documento ‘Mestre’ ou documento oficial da União e foi, portanto, generosamente encadernado em uma capa de veludo decorada e embossada. A cópia foi assinada pelos quatro signatários dos Antigos (presume-se que os Modernos nunca se preocuparam em assinar este documento, ou talvez nunca lhes tenha sido solicitado) e, até recentemente, ela era levada para Grande Loja em cada Comunicação Trimestral na bolsa especial ainda em uso hoje e em exposição no Museu da Maçonaria.

O fac-símile pertencentes às Modernos (ou Primeira) Grande Loja tem um pedigree interessante, conforme relatado ao autor em correspondência privada por Susan Snell, Arquivista e Gerente de Registros na Biblioteca e Museu da Maçonaria e ex-arquivista da British Records Association(BRA). Ela escreve que o documento em causa, registrado como “BRA 1607”, juntamente com uma grande quantidade de outros documentos não relacionados foi depositado na BRA em 12 de Agosto de 1968 a partir do College of Arms, através da Historial Manuscript Commission (HMC) como um presente. A British Records Association actua como uma câmara de compensação de arquivos para papéis dos advogados de Londres e outros registros de interesse histórico potencial. Em 16 de Janeiro de 1976, Janet Foster, então arquivista da BRA, escreveu à Grande Loja e o documento foi posteriormente entregue a James Stubbs, Grande Secretário da época em Charterhouse, onde ele residia. O recebimento do documento ‘despacho número 1662’ é reconhecido com um agradecimento em uma carta da Grande Loja Unida da Inglaterra dirigida ao BRA datada de 5 de Fevereiro de 1976. A descoberta relativamente tardia do documento pode explicar porque ele não tem sido citado por vários autores que escreveram sobre o assunto, e que podem ter chegado a conclusões diferentes se a existência de uma versão da cópia fac-símile dos Modernos tivesse sido conhecida.

Ilustração: Os Artigos de União datados de 25 de Novembro de 1813 e assinado com os selos dos dois Grãos Mestres e os seus comissários. As últimas três linhas abaixo das assinaturas e selos são a ratificação e a confirmação “em Grande Loja ‘(ou seja, dos Antigos), datadas de 01 Dezembro de 1813 e assinadas por “Edward” Grão-Mestre dos Antigos. O selo grande ao centro e à esquerda do documento também é o da Grande Loja dos Antigos. Este documento é preservado nos arquivos da Biblioteca e Museu da Maçonaria em Londres. Um documento idêntico com a assinatura do Duque de Sussex na sua base e o grande selo dos Modernos (ou Primeira) Grande Loja da Inglaterra está actualmente desaparecido.

Yasha Beresiner L. L. B.

Tradução feita por José Filardo

Fonte

Conclusão lacónica

A G∴ L∴ U∴ I∴ (dos Antigos Maçons, Livres e Aceites de Inglaterra) – (1813 Até aos nossos dias.) nasceu, fundamentalmente, da união das Grande Loja de Londres e Westminster – (1717-1813) e da Grande Loja dos Antigos – (1751-1813).

Alexandre Fortes, 33º – CIM 285969 – ARLS Cícero Veloso n° 4543 – GOB-PI

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