A Estrela Flamejante
V∴M∴, MM∴ QQ∴ II∴em todos os V/ G∴ e qualidade.
Apresento-me perante vós com o sentimento de trabalho efetuado e consciente do tanto que ainda tenho e temos a aprender.
O trabalho significa o esforço pessoal que abrange uma série de fatores, como a perseverança, o ideal, o entusiasmo, enfim, a disposição de prosseguir na jornada encetada.
A Maç∴ não exige uma elite intelectual, mas já aqui foi discutido esse ponto e conheço a grande parte das opiniões, no entanto, acredito que todo o M∴ deverá ter o interesse em evoluir.
E mesmo sabendo que não se agradece, entre II∴, em Maç∴, perdoem-me a falha, mas: Obrigado por tudo o que aprendo convosco.
Cinco são as etapas a transpor e cada uma simboliza uma parte da Ciência. A Gramática, a Retórica, a Lógica, a Aritmética e a Geometria.
Cinco foram os sentidos, quatro ordens arquitetónicas, sete artes liberais, e quatro nomes de filósofos me foram mostrados.
Todos estes símbolos, a lenda do grau que revela a maturidade do homem, o aumento da idade, a marcha, o sinal, a palavra sagrada, tudo é importante e merecedora do meu estudo, mas apenas uma me chamou deveras a atenção.
A Estrela Flamejante
Aqui, o M∴ é chamado a tornar-se um foco ardente, uma fonte de luz e calor.
A Estrela Flamejante constitui-se de cinco pontas: para figurar os quatro membros do homem e a cabeça que os governa. Esta, como centro das faculdades intelectuais, domina o quaternário dos elementos ou da matéria. Assim, a Estrela Flamejante é emblema do poder da vontade.
Aldo Lavagnini escritor e M∴, na sua interpretação diz que:
“Em primeiro lugar podemos ver na Estrela de Cinco Pontas a imagem de um corpo de homem, com as pernas e os braços abertos, em correspondência com suas quatro pontas laterais e inferiores, mantendo a ponta superior relacionada à cabeça.”
É uma postura de equilibro ativo e de capacidade expressiva, por meio do qual o homem se acha no centro da sua vida, e com a sua atividade, irradia de si mesmo a sua própria luz interior, exatamente como faz a estrela no espaço.”
No meu entender a Estrela Flamejante incorpora duas interpretações: a primeira sobre o microcosmo físico que se prende ao domínio da forma, e a segunda, ao microcosmo psíquico que se relaciona com o domínio da consciência.
A Estrela Flamejante representa o homem ideal, que deve ser a grande aspiração do C∴ M∴, atrevendo-me a dizer que de todo o M∴.
O Pentagrama representa a luz da inteligência que nos faz ver os problemas interiores e os meios para enfrentá-los, e, por vezes corrigi-los ou vencê-los.
O Sol, a Lua, e a Estrela Flamejante têm, na Maç∴, um significado bem diferente daquele que lhes é atribuído no mundo profano.
Se a luz material nos transfere informações através da nossa visão, sobre o que existe ao nosso redor, as luzes que cultuamos na Maç∴ nos proporcionam outra visão, muito mais abrangente e de muito maior valor para a nossa vida, pois iluminam a estrada da nossa existência, no campo mental e espiritual.
A Estrela Flamejante serve-me de alerta para a minha responsabilidade de aperfeiçoamento e melhoria do meu templo interior, não me deixando dominar por paixão alguma, evitando todo e qualquer excesso.
Quando a Maç∴ aconselha aos seus filhos de – ouvir sempre, falar pouco e trabalhar bem -, aponta para a ética, e, neste ponto, aproxima-se dos ensinamentos dos filósofos estóicos, que cultivavam uma filosofia de cunho essencialmente moral.
O estudo e o trabalho efetuado como C∴ M∴, impulsionou o meu próprio desbaste de defeitos pessoais, o que exige domínio sobre nós mesmos.
Distinguindo sempre as diferenças que existem entre – paixão, emoção e sentimento, colocando o próprio ego sobre o mais absoluto controlo.
Na minha opinião a Maç∴ pretende que o I∴ C∴ ao ver a Estrela Hominal se lembre que quando conseguirmos o controlo total sobre nós mesmos tornamo-nos inteiramente livres e responsáveis e estamos realmente preparados para o exercício da arte real.
Isto é difícil de ser alcançado, daí a necessidade de que a luta seja diuturna e sem esmorecimentos.
Leibniz, filósofo que viveu no Século XVIII, já dizia:
“Só Deus é perfeitamente livre; as criaturas o serão, mais ou menos, na medida em que se coloque acima das paixões.”
Disse.
S. P. – Comp∴ – R∴ L∴ Conde de Paraty, nº155 (GLLP / GLRP)
