Freemason

A circulação da bolsa e a colecta dos fantasmas

✍️ Desconhecido 📅 19/04/2023 👁️ 6 Leituras

fantasma

Em 01.12.2022 um Irmão formulou a seguinte questão:

Circunvolução esotérica

Ao cumprimentá-lo fraternalmente, recorro novamente ao Caro Irmão para tentar, digamos, “elucidar” uma situação ritualística que vivenciei.

Visitando uma Loja em outro Oriente, do mesmo Rito, constatei que os Irmãos M∴ de CCer∴ e Hosp∴ ao realizarem as suas circunvoluções respectivas, “passavam” pelas cadeiras vazias do Templo e agiam como se lá estivesse “sentado” alguém, oferecendo o “saco de colecta”; no final da Sessão questionei alguns Irmãos sobre tal “procedimento ritualístico” e fui informado que se trata da “parte esotérica da Loja”, pois ninguém pode garantir que não haja “algum Irmão ali sentado”.

No Ritual em uso actualmente no GORGS não há nada a respeito, na minha opinião, se me permite, é mais uma “invencionice” atrelada ao Rito.

Mas para dirimir a dúvida decidi recorrer ao Irmão.

Considerações

É meu Irmão, de facto morro e não vejo tudo. Na verdade, isso seria cómico se não fosse trágico para a nossa verdadeira ritualística, tão sofrida pelas invencionices e enxertos.

Agora, segundo alguns, graças à parte “esotérica da loja” (sic), fantasmas, almas de outro mundo, e outros do género também ingressam nos trabalhos maçónicos.

Nada contra às crenças de cada um, contudo a Maçonaria não é palco para proselitismos religiosos ou de crenças individuais. Nesse sentido, em respeito à crença de cada um, cada Maçom deve procurar expor e praticar a sua religiosidade, a sua fé e os seus credos nos espaços apropriados para tal, nunca nos templos maçónicos, onde professar a crença em Deus é o suficiente para que os membros da Sublime Instituição construam um mundo melhor para a humanidade.

Infelizmente, contudo, tem horas que alguns Irmãos parecem ter voltado às crendices da Idade Média (noite dos mil anos) e, ao invés de combater as trevas, a ignorância e a superstição, ao contrário, apregoam ideias que se ocultam nas sombras.

Ora, ora, ora… Isso é uma atitude imprópria para os canteiros da Maçonaria. A prova é que os nossos rituais não apregoam esses absurdos.

A propósito, para os “videntes” poderiam explicar-nos, por exemplo, como fazer a conferência das bolsas nesses casos. Afinal, os “fantasmas” materializam óbolos ou propostas e informações, ou essas contagens fazem parte dos costumes do além. Seria bom saber, nesse caso, se a Loja possui livro de presenças para Irmãos do “outro mundo”. Afinal, eles aparecem para votar nas deliberações da Loja?

Sem mais comentários… Lembrando Stanislaw Ponte Preta e o seu famoso FEBAPA (Festival de Besteiras que Assola o País), parece que a Maçonaria também acaba de ganhar o seu FEBEAMA (Festival de Besteiras que Assola a Maçonaria).

Pedro Juk, M∴ M∴ – Secretário Geral de Orientação Ritualística do Grande Oriente do Brasil

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